sábado, 9 de junho de 2012

Meus inimigos também amarei!



Tendo purificado a vossa alma, pela vossa obediência à verdade, tendo em vista o amor fraternal não fingido, amai-vos, de coração, uns aos outros ardentemente. 1PE 2.22

Um dos fatores que deixavam os romanos com pé atrás com os cristãos era o fato de igualdade social promovida pelas pregações cristãs. O conceito cristão tornava um soldado, um capitão, um governador romano, igual a qualquer outro homem, inclusive um escravo.

Paulo falou exatamente isso em Colossenses 3.11 “No qual não pode haver grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, escravo, livre; porém Cristo é tudo em todos”.

Era muito provável que havia igrejas onde o pastor era um escravo e os membros eram pessoas de renome e de posição de destaque. Você consegue imaginar, durante o dia o escravo era obrigado a fazer determinadas tarefas, muitas das vezes esses escravos eram punidos pelos capatazes, longas horas de trabalho forçado e quando chegava ao final de semana. Sabe quem liderava o culto? Um escravo...

Então no cristianismo não há distinção social entre as pessoas, todos somos iguais.Então um romano tinha que aprender amar um escravo, isso era oposto à filosófica grego/romano existente na época. O escravo tinha que aprender amar seus senhores, e não seria nada fácil, amar alguém que não é digno do meu amor.

Até mesmo nessa época onde o cristianismo está chegando aos escravos, há uma história comovente de um mordomo que também era escravo.

Esse mordomo tinha a confiança de seu dono, viu um dia, no mercado dos escravos, um negro cujo corpo corcovado e pernas cambaleantes, denotavam a sua extrema fraqueza e velhice. O escravo implorou ao patrão que o comprasse. Este mostrou a sua surpresa, mas deu o seu consentimento e o velho mudou de dono, e foi levado para o seu novo domicílio. O escravo levou-o para sua cabana, meteu-o em sua própria cama, repartiu a sua comida com ele, deu-lhe água em sua caneca, levava-o ao sol, levava-o à sombra. Alguém curioso, perguntou: “É teu pai?” Respondeu ele: “Não, senhor”. “É teu irmão?” “Não, senhor”. “Então só pode ser grande amigo teu, com certeza!” “Não, ele é meu inimigo. Há muitos anos ele me roubou da minha aldeia e vendeu-me como escravo. Mas o Senhor Jesus manda-nos amar os nossos inimigos”.

Até mesmo quando Jesus começa a ensinar no famoso “Sermão do monte

E um dos ensinamentos de Jesus era amar o próximo. Os judeus que eram bem preconceituosos e criteriosos tiveram que aprender amar aqueles pelo qual foram e ensinado a odiar

Precisamos aprender a superar as barreiras da inimizade

Mateus 5.44-47 “Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem. Mateus 5.44-47 “Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste, porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos. Porque, se amardes os que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os gentios também o mesmo?”.

O que é inimizade? É aquela pessoa hostil com a gente. É aquele infeliz que a gente detesta. É aquela pessoa que se opõe a nós. Muitas das vezes o consideramos como inimigo

Mas sendo cristãos, mesmo os nossos inimigos devem ser alvos do meu amor.  Amar ao próximo não significa apenas “não odiar”, mas esperar em Deus pela salvação dessa pessoa. Alias existem exortações contra os cristãos que nutrem, desenvolve sentimentos de ódio.

Exemplos de crentes que tem ódio no coração de pessoas

  • 1 João 2:9    Está nas trevas
  • 1 João 2:11  Está cego
  • 1 João 3:15 É assassino
  • 1 João 4:20 É mentiroso

Jesus diz que esses inimigos poderiam surgir da minha própria casa, do meu ciclo familiar, entre os parentes. Mt 10.36 “Assim, os inimigos do homem serão os da sua própria casa”.

Qual atitude devermos ter quando formos ameaçados pelos nossos inimigos?

Lucas 6.27-30 “Digo-vos, porém, a vós outros que me ouvis: amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam; bendizei aos que vos maldizem, orai pelos que vos caluniam. Ao que te bate numa face, oferece-lhe também a outra; e, ao que tirar a tua capa, deixa-o levar também a túnica; dá a todo o que te pede; e, se alguém levar o que é teu, não entres em demanda. Como quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles. Se amais os que vos amam, qual é a vossa recompensa? Porque até os pecadores amam aos que os amam.

O que é que Jesus está ensinando? Como filhos de Deus, temos o compromisso de agirmos como o pai age. Ao filho é mandado amar, pois é o Pai que vai trazer a punição.

Quando decidimos amar nossos inimigos, naquele exato momento estou dando um testemunho da minha conversão.

Não é um processo fácil e simples, pelo contrário temos que lembrar, temos que trazer a memória “O amor que Deus teve para conosco”.

Caso contrário, além de sentirmos ódio, raiva, ainda estaremos dando um testemunho contrário a de um cristão e estaremos em pecado.


A falta de amor se caracteriza como pecado. Lembre-se “amar é um mandamento


Pr. Mário Botão

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