quarta-feira, 10 de abril de 2013

O resultado da perseverança

Leitura: Tiago 1.12 “Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam”.

Por que o homem salvo é feliz quando provado pelo Senhor?

A Felicidade é característa peculiar apenas do homem salvo que está atento as orientações do Senhor. 

Perceba: Buscamos a felicidade de várias formas.Ás vezes nós buscamos a felicidade no casamento. Ás vezes nós buscamos a felicidade na criação de filhos. Ás vezes nós buscamos a felicidade na aquisição de bens. Ás vezes nós buscamos a felicidade na companhia de pessoas.

Entretanto todas às vezes a bíblia trata da temática “Felicidade”, ou “Bem aventurança”. Está associado àquilo que Deus faz em nós em resposta aquilo que fazemos para ele. Ou seja, a verdadeira felicidade está invariavelmente ligada a Deus, ou quilo que ele faz em nós.

Por exemplo: O casamento não produz felicidade, mas Deus pode dar felicidade no casamento. Criar filhos não produz felicidade, mas Deus pode dar felicidade na criação de filhos. Aquisição de bens não produz felicidade, mas Deus pode dar felicidade na aquisição de bens. Companhia de pessoa não produz felicidade, mas Deus pode dar felicidade na companhia de pessoas.

Devemos notar que a felicidade está na relação com o sagrado. Naquilo que fazemos para ele. Naquilo que ele faz em nós.

Tiago diz que “Suportar a provação” traz felicidade. Suportar a provação no seu casamento traz felicidade. Suportar a provação na criação de seus filhos traz felicidade

A pergunta é “Por que o homem salvo é feliz quando provado pelo Senhor?”.

A bíblia diz que aqueles que suportam com perseverança é feliz porque receberá do Senhor a “Coroa da vida”.

Não é que a provação vem na forma de felicidade, ou devo reagir com felcidade.

Oh, como estou feliz porque estou com problemas no casamento.
Oh, como estou feliz porque descobri que estou coma um doença terminal.
Oh, como estou feliz porque meus filhos me desonram envergonhando-me,

Não é usar de falsidade de expressão em dizer que está tudo bem, quando na verdade está tudo mal. A felicidade não está na origem da provação e nem no processo. A felicidade está no resultado final.

Aquele que suporta a provação! Mesmo que com gemidos. Mesmo que com choros. Mesmo que com dores suporta, aguenta o peso da provação.

A bíblia nos ensina que estes receberão a coroa da vida. Tiago usou essa expressão coroa da vida, João também usou essa expressão coroa da vida.
Apocalipse 2:10 “Não temas as coisas que tens de sofrer. Eis que o diabo está para lançar em prisão alguns dentre vós, para serdes postos à prova, e tereis tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida”.

A coroa da vida é uma recompensa exclusiva apenas para aqueles que suportam a dor e sofrimento por causa da sua fé.

Aquelas pessoas que “jogam a toalha
Aquelas pessoas que “Desistem pelo caminho
Aquelas pessoas que “abandonam a fé

Não serão de forma alguma reconhecidas pela qualidade de vida que tiveram em meio ás provas.

Algumas pessoas serão felizes quando entrarem na eternidade, no sentido de que quando estavam na vida terrena tiveram a coragem de não desistir.

Paulo falou algo surpreende para nós que nos fustigado por ondas bravias

2Co 4.8-9 “Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados; perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos;”

Irmão o peso da provação resultará em louvores eternos. Seja qual for sua dor não desista jamais!

terça-feira, 2 de abril de 2013

Demonstração de amor bíblico




O que significa a palavra Disciplina na bíblia?
O termo grego é Paidéia que significa: “Educação”

Alguns exemplos do uso desse termo
Efésios 6.4 “E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor”.
2 Timóteo 3.16 “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça,”
Hebreus 12.5 “E estais esquecidos da exortação que, como a filhos, discorre convosco: Filho meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor, nem desmaies quando por ele és reprovado”.

O Que Salomão falou sobre “Disciplina” no livro de Provérbios?
13:24 “O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo, o disciplina”.
19.18 “Castiga a teu filho, enquanto há esperança, mas não te excedas a ponto de matá-lo”.
22.15 “A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela”.
23.13-14 “Não retires da criança a disciplina, pois, se a fustigares com a vara, não morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno”.
29.15 “A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe”.

Há pelo menos 05 tipos de disciplina mencionada na Bíblia:
Disciplina da Igreja, onde a igreja, composta por um corpo local corrige os membros At 5.1.
Disciplina de Deus, onde Deus mesmo corrige os Seus filhos pessoalmente - Hebreus 12.5-11.
Disciplina Própria, onde nós mesmos corrigimos as nossas atitudes erradas - I Coríntios 11.31.
Disciplina no Lar, onde os pais corrigem seus filhos - Efésios 6:4.
Disciplina do governo, onde as autoridades punem os transgressores da ordem - Romanos 13

A igreja local tem o dever de se manter pura através da prática da disciplina eclesiástica. Foi exatamente esse o ensino do Apóstolo Paulo quando escreveu à igreja da Corinto alerta para os perigos que sobrevêm quando se é negligente na aplicação da disciplina.

1º Perigo: Profanação
O pecado na igreja entra em choque com o seu caráter santo, mas ele ocorre.
Não é negando a realidade de sua existência que resolvemos o problema.
1Co 5.1 diz: "...há entre vós imoralidade e imoralidade tal, como nem mesmo entre os gentios...".
Ou seja, o que estava ocorrendo naquela igreja chocaria até os descrentes, mesmo com sua visão dissoluta. Muitos pecados atingem um estágio público e notório.
Esse mesmo versículo começa com as palavras: "Geralmente, se ouve que há entre vós...".
A questão não era privada, de mais fácil resolução e aconselhamento, mas já se espalhara, chegando até ao conhecimento de Paulo, que se encontrava distante.

2º Perigo: Acomodação
A falta de ação revelava acomodação da consciência individual e coletiva ao pecado, em forma de rebeldia e soberba.
No versículo dois Paulo se espanta que aqueles irmãos "... não chegaram a lamentar" toda aquela demonstração de vida em pecado.
Paulo diz ainda que eles se achavam "ensoberbecidos", ou seja, se orgulhavam da postura tomada em vez de estarem conscientes do mal que era causado ao testemunho do Evangelho.
Ainda sobre a ausência de disciplina naquela igreja Paulo diz: "... não é boa a vossa jactância..." (v.6). Eles nada haviam feito, portanto, para "... tirar do meio" o que havia praticado aquilo que o próprio Paulo chama "ultraje" e "infâmia" (v.3).
Quando a disciplina não é exercida, nossas consciências vão sendo cauterizadas e conformamo-nos ao modo de comportamento do mundo e, também, deixamos de nos chocar, de identificar o contraste com a forma de vida prescrita para o servo de Deus.
Paulo ensina que a ação correta era a exclusão daquele membro (v. 5) - ele deveria ser "entregue a Satanás", ou ser considerado como descrente, pois o seu modo de vida não testemunhava uma conversão verdadeira. Estaria, portanto, sob o domínio de Satanás. Essa constatação não era para ser feita individualmente, mas corporativamente, pela autoridade e no poder de Cristo.
No versículo 4 ele escreve: "...em nome do Senhor Jesus, reunidos vós e o meu espírito, com o poder de Jesus, nosso Senhor...".

3º Perigo: Contaminação
O perigo especificado. Paulo diz (vs. 6 e 7): "Não sabeis que um pouco de fermento leveda a massa toda? Lançai fora o velho fermento, para que sejais nova massa, como sois, de fato, sem fermento."
A igreja era para ser "massa sem fermento" - pura.
A admissão de um pouco de fermento, apenas, atingiria toda a massa. Ou seja, deixar que o comportamento incompatível com a fé cristã permaneça no seio da igreja, sem disciplina, significa pôr em risco a saúde espiritual de toda a comunidade.
As marcas da Igreja. Paulo ensina (v. 8) que a igreja deve ser conhecida pela "Sinceridade e verdade..." e não pelo "Fermento da maldade e da malícia".
O esclarecimento quanto à associação. Paulo reconhece que o mundo é constituído de impuros. Ele diz que não está ensinando que a igreja deva se isolar do mundo. Existindo no mundo ela terá contato com "Avarentos, ou roubadores, ou idólatras..." (v.10).
Mas ele reforça que não deve haver "associação com impuros" (v.9) e explica quem são esses a quem ele chama de impuros, no versículo 11 - é aquele que "dizendo-se irmão, for impuro, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador". Ou seja, é aquele que professa a fé cristã, mas tem comportamento imoral ("impuro"); ou tem afeição descabida pelas suas próprias posses materiais ("avarento"); ou o que distorce a religião verdadeira por sua prática ou ensinamentos ( "idólatra"); ou o que tem o hábito de caluniar ou de espalhar boatos ("maldizente"); ou o que está sob o domínio de substâncias que impedem o comportamento racional ("beberrão") - nas quais estão a bebida alcoólica e, certamente, as drogas -, em vez de sob o controle do Espírito Santo; e, finalmente, o que demonstra ganância e não respeita a propriedade alheia ("roubador").
Se o pecador não for corrigido com certeza outros também vão cair no mesmo erro. "Não sabeis que um pouco de fermento leveda a massa toda?". A disciplina é necessária para ensinar a outros sobre a necessidade de santidade na igreja.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Quem deve mais?


Se você está com dificuldade de lidar com pessoas você deve buscar respostas em Deus.

Mesmo que você esteja enfrentando uma situação muito complexa que envolve dor, tristeza e talvez decepção. Deus é a resposta para você.

1º porque ele te conhece e conhece o outro.

2ª ele sabe o que é ofensa, porque todos os seres humanos o ofendem.

Se existe uma pessoa que foi mais ofendida, por um número maior de pessoa, por um período de tempo mais longo, com certeza essa pessoa é Deus!

Quando você chega para ele e diz: Pai, estou sofrendo por que fui ofendido. Tenha a certeza de que Deus sabe exatamente o que você está falando. Por que tem sido ofendido. E você talvez têm contribuído para ofendê-lo. Deus é a resposta para você diante de uma ofensa

Porque é tão significante a experiência do perdão? Porque o Perdão é uma das experiências mais importantes? Porque quando não somos perdoados, sofremos? Porque quando não liberamos o perdão, também sofremos?

Quando Jesus ensina sobre os passos que o ofendido deve dar em direção ao seu agressor. Pedro traz então um questionamento para Jesus. Provavelmente porque esse assunto o incomodou.

Você já ficou chateado com um assunto que esta sendo tratado. Porque falava diretamente sobre uma situação que você estava inserido? Alguém contou! Quem foi o linguarudo! As vezes ninguém contou! O fato simplesmente veio á tona! Mas você é acometido de uma raiva. Que se pudesse: Rodava a baiana!

Quando Jesus ensina os passos que o crente deve dar em direção ao ofensor. Pedro possivelmente começa a pensar sobre possibilidades. Indagando.

Não questionado a legitimidade do ensino de Cristo Mas até onde eu vou com isso.?

Como se Pedro dissesse: Eu sou a vitima... Eu fui agredido... Eu fui violado... Eu fui ofendido... E sou eu que devo buscar reconciliação?

E é exatamente esse o ensino de Jesus, Pedro pegou a ideia. É a vitima que busca o perdão do seu agressor. É a vitima que deve dar o primeiro passo, porque ela foi a ofendida.

Parece que não faz sentido. Mas qual é a lógica da coisa? Pare para pensar! Quando Adão e Eva pecaram contra Deus! Quem foi que buscou primeiro a reconciliação se não foi Deus? Quem foi que deu o primeiro passo se não foi Deus? Quem foi aquele que buscou primeiro, se não foi Deus? Quem foi? Então qual é a lógica?

Se Deus, sendo Deus, nunca errou, sempre fez o certo: Foi buscar reconciliação! Ele Foi atrás! Foi Ele que deu o primeiro passo, não foi Adão... Quem foi pessoalmente falar com Adão, foi Deus! Adão foi o agressor. Deus foi a vitima. E foi Deus, a vítima, o ofendido, o agredido que foi buscar reconciliação.

Nesse ponto Pedro nem questiona. Porém uma coisa o incomoda.

Tudo bem, eu vou ceder! Eu dou esse passo, por mais difícil que seja...

Mas eu tenho uma pergunta: Mas quantas vezes farei isso? Quantas terei de tolerar? Quantas vezes? Quantas vezes devo perdoar um mesmo irmão que insiste em me ofender? O cara pisou na bola comigo de novo. O camarada é o rei de pisar na bola. E eu vou atrás de novo? Quantas vezes devo liberar perdão?

Note atentamente a resposta de Jesus. Mateus 18.21-22 “Então, Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete.”.

Será que essa resposta de Jesus. Satisfaz a Pedro? Supre esse questionamento de Pedro? Traz alivio para um coração de possibilidades?

Irmãos é fato! A bíblia não foi escrita para: Satisfazer quem quer que seja. Suprir questionamentos. Trazer alívio para um ego ofendido.

A bíblia foi escrita, para revelar simplesmente a vontade de Deus. Independentemente. Se aquilo me agrada ou não. Se aquilo me satisfaz ou não.

Alias muito daquilo que a bíblia ensina vai CONTRA a minha natureza. Ou seja, naturalmente. Intuindo. Eu faria o contrário daquilo que a bíblia me recomenda. Você por experiência de existência já deve ter percebido isso.

Pedro goste ou não do procedimento cristão. É assim que funciona! É assim que Deus quer! É assim que devemos agir!

Uma coisa é certa, Pedro aprendeu uma lição importantíssima: Não deve existir limites para perdoar um mesmo irmão pelas suas ofensas. Devo perdoá-lo quantas vezes for necessário! Devo perdoá-lo quantas vezes ele me ofender! Não deve haver limites em mim mesmo para o perdão.

Para reforçar esse ensino Jesus conta uma história, que servirá de ilustração. Vamos nos atentar para essa parábola.

Mateus 18.23-34 “Por isso, o reino dos céus é semelhante a um rei que resolveu ajustar contas com os seus servos. E, passando a fazê-lo, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos. Não tendo ele, porém, com que pagar, ordenou o senhor que fosse vendido ele, a mulher, os filhos e tudo quanto possuía e que a dívida fosse paga. Então, o servo, prostrando-se reverente, rogou: Sê paciente comigo, e tudo te pagarei. E o senhor daquele servo, compadecendo-se, mandou-o embora e perdoou-lhe a dívida. Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos que lhe devia cem denários; e, agarrando-o, o sufocava, dizendo: Paga-me o que me deves. Então, o seu conservo, caindo-lhe aos pés, lhe implorava: Sê paciente comigo, e te pagarei. Ele, entretanto, não quis; antes, indo-se, o lançou na prisão, até que saldasse a dívida. Vendo os seus companheiros o que se havia passado, entristeceram-se muito e foram relatar ao seu senhor tudo que acontecera. Então, o seu senhor, chamando-o, lhe disse: Servo malvado, perdoei-te aquela dívida toda porque me suplicaste; não devias tu, igualmente, compadecer-te do teu conservo, como também eu me compadeci de ti? E, indignando-se, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que lhe pagasse toda a dívida.

Essa parábola contada por Cristo traz consigo três personagens, porém num mesmo contexto que é a “Ofensa”.

Eles estão passando pela mesma situação. O caso é o mesmo. O problema é o mesmo. O que muda é a intensidade do problema. Para um o problema é uma pouco maior e um pouco mais complexo. Para outro o problema é menor, fácil de resolução, mas não deixa de ser um problema.

O texto de Jesus traz três personagens principais: Um rei, um servo e um conservo (Servo do sevo)

Cada um desses personagens simboliza uma situação aparentemente comum para todos nós. O rei é Deus, sempre Deus. O servo é você. E o conservo é qualquer pessoa próxima de você. Seu amigo. Seu irmão. Seu colega. Qualquer pessoa próxima a você

Jesus ensina que o rei chamou um servo que lhe devia certa quantia. Veja o texto: Mateus 18.23-24 “Por isso, o reino dos céus é semelhante a um rei que resolveu ajustar contas com os seus servos. E, passando a fazê-lo, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos.”.

Dez mil talentos: São milhões de moedas de prata. Para trazer esse valor numa compreensão mais próxima da gente. O rei estava cobrando 450 Quilos de moedas de Prata. Uma soma considerável, convenhamos! Um montante significativo. Dez mil talentos equivalem há 450 kg de moeda.

Mas o rei diante da miséria daquele servo: O perdoou. O rei foi misericordioso. O Servo não merecia. O servo não era digno. O servo ofendeu o rei

E nessa história quem foi atrás? O ofensor ou o ofendido?

Quem foi atrás? O agressor ou vitima?

Obviamente que foi o ofendido, a vítima! O rei foi atrás! O rei chamou para conversar! O rei foi atrás!

Jesus coloca diante de seus discípulos, outra situação, mas dentro do mesmo contexto de “Ofensa”.

Veja o texto: Mateus 18.28-29 “Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos que lhe devia cem denários; e, agarrando-o, o sufocava, dizendo: Paga-me o que me deves. Então, o seu conservo, caindo-lhe aos pés, lhe implorava: Sê paciente comigo, e te pagarei.”

Jesus continua dizendo e relatando que esse mesmo servo que acabou de se livrar de uma divida de 450 Quilos de moedas de prata. Encontra pelo caminho um de seus conservos. Esse conservo também lhe devia certa quantia

Mas você nota que essa narrativa de Jesus tem um agravante. A postura desse homem.

O comportamento desse homem revela uma pessoa. Ingrata e muito impiedosa

Ele reage com agressão. Agressão física e verbal. Ele ameaça, intimida, ele chantageia...  O problema desse homem é muito maior do que se imagina

Esse conservo lhe devia 100 denários que era uma moeda Romana. Era o valor correspondente a um dia de trabalho.

Fazendo um paralelo entre as dívidas O servo devia 450 kg e o rei perdoou. O conservo devei apenas, 4kg.

Veja a diferençada divida. Um devia 450 e foi perdoado. O outro devia 4 e não foi

E além do mais, o infeliz. Maltratou... Agrediu... Violentou...

E o rei: Usou de Misericórdia. Teve compaixão. Perdoou completamente a divida. E o tratou com respeito e dignidade

O que é que a gente faz com pessoa assim? Se você não pensou, com certeza iria pensar:

Quanto tempo esse servo do rei iria levar para quitar sua divida. Veja o rei até que rabiscou uma solução para a quitação do débito. Vende ele, a mulher e os filhos... E tudo o que ele tem... Com certeza esse valor com as vedas não supriria a divida.

Mas, pelo menos o rei não sairia totalmente no prejuízo. Nessa altura o servo rogou por misericórdia e foi atendido. Ao ser atendido quem saiu no prejuízo? Foi quem perdoou. O rei saiu no prejuízo! O servo saiu complementa aliviado e livre. Foi perdoado... Não tem mais divida... Pode ir livremente...

Porém ele não usou da mesma misericórdia que recebeu do rei. Ele demonstrou ser uma pessoa “”, como o rei esmo disse!

Mateus 18.32 “Então, o seu senhor, chamando-o, lhe disse: Servo malvado, perdoei-te aquela dívida toda porque me suplicaste”.

O rei disse: Você é mal! Você tem um coração mal! Você é ruim! Não deveria você perdoou o seu conservo? Como eu te perdoei? O seu valor não era infinitamente maior do que esse divida insignificante do seu conservo? Eu não te perdoei? Porque você não perdoou? Eu sei a resposta: Porque você é mal!

O rei, simplesmente agiu com a mesma severidade que ele havia semeado. O rei lançou aquele servo impiedoso na prisão que sofria a dor da sua própria maldade.

Esse relato de Jesus traz uma aplicação sem igual para todos nós. Jesus usa esse exemplo para nos ensinar. Todos nós tínhamos uma divida incalculável contra o rei. No mínimo 450 kg de divida. E o teu irmão te deve não mais, quando te ofende 4kg. E você recebe de bom grado o perdão de Deus e não concede perdão a teu irmão que te deve o valor tão baixo?

Todos nós tínhamos uma dívida impagável contra Deus. Ele nos perdoou. Ele nos perdoou completamente. Tratou-nos com respeito e com dignidade. Não levantou a voz. Não me agrediu

Pelo contrário. Ele foi agredido. Ele foi violentado. Ele foi injuriado. Ele foi maldito

Eu não! Eu fui tratado com dignidade e respeito sem merecer.

Será que é certo eu ser tão impiedoso e malvado? De que adiante ser livre se você não faz bom uso da sua liberdade. Então é melhor que sofra eternamente na prisão. Foi isso que o rei fez, colocou esse servo impiedoso na prisão.

Mateus 18.31-34 “Vendo os seus companheiros o que se havia passado, entristeceram-se muito e foram relatar ao seu senhor tudo que acontecera. Então, o seu senhor, chamando-o, lhe disse: Servo malvado, perdoei-te aquela dívida toda porque me suplicaste; não devias tu, igualmente, compadecer-te do teu conservo, como também eu me compadeci de ti? E, indignando-se, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que lhe pagasse toda a dívida.”

Irmãos! Cuidado com a maneira que você lida com seus ofensores. A bíblia diz: Não vingueis a vós mesmos!

Note como Jesus termina esse ensino; Mateus 18.35 “Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão.”

Essa parábola é um tremendo de um ensino. Tome muito cuidado com sua ingratidão e sua maldade.

Deus vai usar com você da mesma medida que você tem medido seus irmãos. Tome muito cuidado.

Vamos terminar lendo outro texto: Efésios 4.31-32 “Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia. Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou.”

Quantas vezes você deve perdoar um mesmo irmão que pecou contra você várias vezes? Quantas vezes forem necessárias. Não precisa gritar.  Não preciosa ficar amargurado. Não precisa de cólera e ira. Não precisa de malícia e nem maldado. Apenas perdoe!

O perdão livra a pessoa da ofensa, mas não das consequências. Quem praticou a ofensa vai sofrer os resultados do pecado. Mas nós temos o dever bíblico e de consciência cristã para perdoar quem quer que seja, e qual quer que seja o pecado.

Pr. Mário Botão.