quarta-feira, 14 de março de 2012

Não deixe seu amor por Deus

 
Leitura: Deuteronômio 6.5-6 “Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração”.

O Discípulo que ama o seu Mestre demonstra pelo seu nível de comprometimento.

Quem ama tem compromisso com aquele que declara amar.

Mesmo sabendo que amar a Deus é o maior dos mandamentos. Temos dificuldades de evidenciar algo que com os lábios proferirmos com muita facilidade e sem rodeios, mas o negamos com os nossos atos.

Jesus usa essa mesma estrutura da Lei para descrever a extensão desse amor, e ele o faz através de quatro palavras:

Coração
Alma
Força
Entendimento

Esse ensino de Jesus nos ajudará a avaliar se o temos amado tanto quanto declaramos.

1ª Palavra: O Coração

Lucas 10.27 “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração...”.

É interessante notar que o coração indica o nosso ser interior, o centro da nossa vida.

O coração é usado para representar nossas emoções, nossos sentimentos, nossas impressões, nossos anseios e nossas dores.

Às vezes nossas as emoções falam mais alto dentro de nós e acabam controlando as nossas ações e decisões.

O que Jesus está dizendo é que o grande mandamento é submeter suas emoções a Deus.

Jamais o coração deve falar antes da vontade de Deus

Todos que decidiram escutar o coração antes da Palavra de Deus, não somente erraram como demonstraram um falta de amor a Deus.

O meu amor a Deus se consolida quando submeto meus sentimentos a Deus.
Porque alguém teria esse nível de comprometimento com Deus? A resposta é simples: porque O ama.

O meu amor a Deus me leva a ignorar muitas vezes o meu sentimento para escutar a voz de Deus.

Muitas vezes somos levados a tomar decisões baseadas nas emoções. Essas decisões são temporárias e passageiras, isso não somente deforma o meu caráter como me afasta daquele aquém jurei amar.

Você tem decidido amar a Deus em primeiro lugar, ou você tem amado seus sentimentos em primeiro lugar? O seu amor professo coincide com seu amor prático?

2ª Palavra: A Alma

Lucas 10.27 “Amarás o Senhor, teu Deus... de toda a tua alma...”.

A alma indica nosso eu, o centro dos nossos desejos e vontade.

Muitas vezes somos controlados por nossas vontades e fazemos coisas que não deveríamos fazer.

Os nossos atos devem ser nutridos não apenas por nós mesmos. Deus deve ter não somente uma participação como um ator coadjuvante, mas será o diretor da minha vida.

Assim o que Jesus está dizendo é que o grande mandamento é submeter nossa vontade a vontade de Deus.

Temos tantas vontades, às vezes chamamos de “Instintos”, às vezes associamos aos “Desejos” a vontade, ainda outras vezes está vinculamos as “decisões do arbítrio”.

A verdade é que tudo isso faz parte dessa particularidade da nossa alma.

Às vezes é melhor deixar a vida “Rolar”, como diz o famoso refrão dos Beatles “Let it By”, deixe acontecer, deixe a vida me levar, vamos ver o que vai dar.

Não é a vida que te leva, é Deus, Sua vida deve estar nas mãos de Deus, não ao acaso ou a própria sorte, ou quem sabe a curso natural da vida.

Como está sua vida hoje? Você a consagrou a Deus? Fez questão que o seu amor a Deus te levou a entregar o centro da tua vida? Você submete suas decisões a Deus? Que prevalece no final do dia é você ou é Deus?

3ª Palavra: O Entendimento

Lucas 10.27 “Amarás o Senhor, teu Deus... de todo o teu entendimento...”.

O entendimento indica nossa mente, nossas habilidades intelectuais. Muitas vezes somos controlados por aquilo que nós pensamos, por aquilo que nós achamos certo ou errado, achamos que nós temos a razão.

O que é que Jesus está querendo dizer com esse aspecto do amor?

Seus pensamentos te controlam? Você é dominado por pensamentos que desonram a Deus? Seus pensamentos trariam vergonha se fossem revelados ao publico?

Aquele que ama a Deus, também aprende a submeter seus pensamentos ao pensamento de Deus.

Talvez não haja nada mais difícil do que controlar os pensamentos, às vezes os pensamentos se achegam a nós, e por horas, por dias, por meses, por anos cultivamos aqueles pensamentos, aquelas ideias impuras.

Jesus falou que tudo começa na mente do homem, Jesus censurou os fariseus lhe dizendo:

Lucas 11.39 “O Senhor, porém, lhe disse: Vós, fariseus, limpais o exterior do copo e do prato; mas o vosso interior está cheio de rapina e perversidade”.

Paulo nos alerta para não andar na “Vaidade dos pensamentos”

Efésios 4.17 “Isto, portanto, digo e no Senhor testifico que não mais andeis como também andam os gentios, na vaidade dos seus próprios pensamentos”.

Como você lidou com seus pensamentos no dia de hoje? Você tem evitado dar “Asas a tua imaginação”? Você tem cuidado de suas fantasias? Submete seus pensamentos a Deus, deixe que ele controle sua mente.

4ª Palavra: A Força

Lucas 10.27 “Amarás o Senhor, teu Deus... de todas as tuas forças...”.

A força aponta para nosso ser exterior, nosso corpo físico em sua totalidade.

Muitas vezes deixamos nosso corpo controlar nossas ações e decisões. O que Jesus está dizendo é que o grande mandamento é submeter a força que temos, a energia que temos a Deus.
É muito revigorante observar os muitos versículos que encontramos na Palavra de Deus a respeito de “Esforço e dedicação

Você se considera esforçado? As pessoas ao seu redor têm provas da sua dedicação?
Você deixa margem de dúvida do seu caráter quando recebe uma tarefa para realizar?

Somos tão prestativos e voluntários para realizar atividades simples, mas que reflete um grande esforço pelo seu amor a Deus?

É muito triste ver a falta de interesse e prestatividade no serviço cristão

Deus censurou duramente os judeus quando ofereciam o seu melhor aos príncipes e autoridade humanas e trazia o defeituoso para ele...

Deus até disse: Onde está a minha honra, cadê o respeito para comigo...

A igreja é o local que você tem, dado por Deus, para exercitar não somente aquilo que lhe é favorável ou apreciável...

Existem responsabilidades dentro da igreja que não é tão nobre, mas deve ser feito com tanta dedicação quanto àquelas áreas que gostamos de servir.

Têm pessoas que não querem servir, mas querem ser servidas. Nunca estão dispostas, mas querem disposição.

Você tem o hábito de reclamar, se queixar, fazer cara feita, quando lhe entregue uma tarefa, seja ela qual for?

Faço-lhe essa pergunta em vista àquilo que Deus falou aos judeus: Onde está a minha honra quando você desmerece o trabalho da minha casa? Onde está o respeito para comigo, naquilo que você faz descaso e tem uma postura de menos preso para com o meu nome e aminha igreja.

Conclusão: Com essas quatro palavras Jesus diz que todo nosso ser deve amar a Deus. Jesus faz algumas comparações para entendermos bem o que significa de fato amar a Deus acima de todas as coisas. O seu amor por Deus deve ser tão intenso que supera a tudo.

Obs.: Fonte parcial de pesquisa Pr. Sérgio (Mensagem: As Marcas deu um discípulo)

sexta-feira, 9 de março de 2012

Insurrecionado


Leitura: Jonas 1.1-3 “Veio à palavra do SENHOR a Jonas, filho de Amitai, dizendo:  Dispõe-te, vai à grande cidade de Nínive e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até mim. Jonas se dispôs, mas para fugir da presença do SENHOR, para Társis; e, tendo descido a Jope, achou um navio que ia para Társis; pagou, pois, a sua passagem e embarcou nele, para ir com eles para Társis, para longe da presença do SENHOR. Mas o SENHOR lançou sobre o mar um forte vento, e fez-se no mar uma grande tempestade, e o navio estava a ponto de se despedaçar. Então, os marinheiros, cheios de medo, clamavam cada um ao seu deus e lançavam ao mar a carga que estava no navio, para o aliviarem do peso dela. Jonas, porém, havia descido ao porão e se deitado; e dormia profundamente.

A palavra “Insurrecionada” é um adjetivo que significa: Insurgido, revoltado.  Homem sublevado ou amotinado que pode perfeitamente explicar a ação deliberada de Jonas.

Quais eram as razões que fez com que Jonas fugisse tão depressa daquela ordem dele pregar em Nínive? O que fez Jonas “fugir” tão depressa daquela ordem de pregar na cidade Nínive? Porque Jonas não quis ir à Nínive?

O último versículo do livro de Jonas nos dá algumas pistas sobre isso, notamos, ele está acusando Deus de ser misericordioso, mostrando que não desejava obedecer porque temia que Deus não realizasse o castigo que havia prometido contra os ninivitas.

Mas o que os ninivitas faziam que deixasse Jonas tão insensível à destruição da cidade? O profeta Naum escreveu um pouco sobre o perfil daquela cidade

Naum 3.1 “Ai da cidade sanguinária, toda cheia de mentiras e de roubo e que não solta a sua presa!”.

Se a mensagem não chegasse a Nínive de sua destruição, sabe quantas pessoas morreriam?

Jonas 4:11  e não hei de eu ter compaixão da grande cidade de Nínive, em que há mais de cento e vinte mil pessoas, que não sabem discernir entre a mão direita e a mão esquerda, e também muitos animais?

Então aprendemos algumas informações importantes sobre a história de Jonas. Mas, será que é justificável as razões dos quais levou Jonas a não querer ir pregar contra a cidade de Nínive?

Sabe o que aprenderemos? Que o problema principal para tal atitude adversa de Jonas não foi Nínive e nem os ninivitas, apesar de que temos um registro histórico dos atos imorais e inaceitáveis dos ninivitas.

Às vezes usamos da mesma desculpa de Jonas, para não fazer o que é certo: culpamos nossa família, culpamos nossos amigos, culpamos nossas limitações, culpamos nossos vizinhos ou culpamos nossa igreja. Todo mundo é culpado menos “nós”, aquela síndrome de Adão e Eva, depois do pecado. De quem é a culpa?

Percebe o que fez Jonas fugir tão depressa da ordem do Senhor, pelo seu coração rebelde, em não ouvir a Palavra de Deus.

O que vamos aprender são alguns fatos sobre a vida de Jonas que deve servir de ilustração, ou seja, Ilustrações com referências ao modo como o homem rebelde contra Deus agem.

1º Modo como age o homem rebelde contra Deus: Toma direções opostas as que Deus estabelece

Jonas 1.1-2 “Veio a palavra do SENHOR a Jonas, filho de Amitai, dizendo: Dispõe-te, vai à grande cidade de Nínive e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até mim.”
Deus diz: “Vá nesta direção”, mas o homem rebelde contra Deus “Vai em outra direção”. O texto diz que “Jonas fugiu da face do Senhor dirigindo-se para Tarcis”, ele foi exatamente à direção oposta.

Se você notar no Mapa, você facilmente perceberá que ele pegou uma direção contrária. Deus ordenou para que Jonas fosse para aquela direção, mas ele foi para essa direção, o extremo oposto, o outro lado, exatamente a direção contrária.

Jonas viajou quase que três vezes mais em relação à distância a Nínive, Geograficamente, ele pegou a estrada errada. Se isso tivesse acontecido nos dias atuais, geograficamente diríamos que ao invés de ir para as terras do Iraque, onde localiza Nínive, ele fugiu para a Espanha, onde se localiza Tarcis.

É assim que o homem rebelde contra Deus age, sempre! Deus diz “Vá nesta direção”, ele olha e pensa: “Ah, acho que não vou nessa direção”. “Eu acho que esse caminho que Deus aponta não é correto”. “Eu acho que essa direção que Deus está apontando é muito antiquada”. “Eu acho que essa direção é muito radical”. “O que vão dizer meus amigos”. “Eu acho que vou noutra direção”.

E age exatamente o oposto que Deus ordenou como Jonas agiu, modelo do homem rebelde, Foi numa direção oposta aquela que Deus tinha orientado.

Meus irmãos nossa vida é uma estrada, e nós não sabemos andar nela, porque nunca andamos nela, porque andamos nela pela primeira vez, há crendices que dizem que sempre voltamos para andar nela, nós morremos e voltamos a andar de novo, morremos e voltamos e melhoramos nosso caminhar, principalmente agora com essa febre proporcionada pelo novo filme de Chico Xavier,

E quando olhamos para a história da humanidade descobrimos que homem não sabe andar nessa estrada, nós estamos aqui pela primeira vez e não teremos uma segunda chance, não sabemos andar nessa estrada, mas Deus coloca placas na estrada, Deus coloca sinais na estrada, ele diz: Pare! Devagar! Siga pela direita! Siga pela esquerda! Para novamente! Cuidado com a curva!

Mas quando nós olhamos para as placas de Deus nós a desprezamos e Deus diz na placa “Pare” e nós não paramos, “Siga pela direita” e nós seguimos pela esquerda, “Siga pela esquerda” e nós seguimos pela direita.

E assim não é de se admirar que nossa vida sofra tanta colisão e nós tenhamos tanto acidades pelo caminho e tenhamos tantas tristezas e desgostos pela jornada.

Nós não obedecemos à placa que Deus tem colocado continuamente na estrada: Quando olhamos para ela fazemos exatamente o contrário que ela nos diz!

Se essa tem sido sua história de vida, desperte meu irmão, não seja rebelde, não seja como Jonas foi, ouça a voz Deus a dizer este é o caminho e tome essa direção.


2º Modo como age o homem rebelde contra Deus: Emprega recursos materiais para consumar seus atos de rebeldia

Jonas 1.3 “Jonas se dispôs, mas para fugir da presença do SENHOR, para Társis; e, tendo descido a Jope, achou um navio que ia para Társis; pagou, pois, a sua passagem e embarcou nele, para ir com eles para Társis, para longe da presença do SENHOR”.

Depois de pagar a passagem foi para Társis. à distância percorrida foi cara. Jonas teria que atravessar todo o Mediterrâneo para Chegar a Társis.

Jonas não mediu, sacrifícios econômicos para desobedecer a Deus. Ele pagou a passagem, passagem cara! Mais do que o dobro, mais do que o triplo do preço que ele gastaria para ir na outra direção, mas ele pagou!

Ele emprega seus recursos materiais para desobedecer a Deus. Nós pensamos que o homem rebelde apegado aos bens matérias, ele recebe recursos para fazer o mal. “Ah se alguém me subornar eu faço isso”.

Mas, nós aprendemos com Jonas, que o homem rebelde não age apenas assim. “O homem rebelde paga para fazer o mal”

Ele tira do próprio bolso para fazer o mal, ele investe recursos materiais, ele investe dinheiro para fazer o mal,

Você tem feito isso? Esse tipo de atitude tem sido sua história de vida? Você tem empregado de alguma forma seus recursos materiais para fazer o mal? Você tem usado o dinheiro que Deu tem te dado, recursos que Deus tem te dado para a prática à desobediência?

Se você agiu assim, ou tem agido deste modo? Você tem refletido na sua vida elementos do homem rebelde contra Deus.

3º Modo como age o homem rebelde contra Deus: Ele tem uma consciência morta

Jonas 1.4-5 “Mas o SENHOR lançou sobre o mar um forte vento, e fez-se no mar uma grande tempestade, e o navio estava a ponto de se despedaçar. Então, os marinheiros, cheios de medo, clamavam cada um ao seu deus e lançavam ao mar a carga que estava no navio, para o aliviarem do peso dela. Jonas, porém, havia descido ao porão e se deitado; e dormia profundamente.”

Veja que coisa horrível é essa, ele tem uma “consciência morta”, que não incomoda quando pratica o mal.

Jonas que tinha descido ao porão e se deitado para dormir, e dormia profundamente.

“O sono dos justos na mais perfeita paz”, “Como se estivesse fazendo o seu maior ato de justiça e de obediência a Deus”

Dormia como uma criança, lá embaixo do navio. A consciência não incomodava
Ele praticava o mal, fazia o oposto daquilo que Deus mandava, usava recursos materiais, as vezes de uma natureza elevada, altos montantes para desobedecer e colocava a cabeça no travesseiro e dormia como uma criança: Ah como estou em paz, ah como é bom estar em paz com a própria consciência

No meio da tempestade não acordava, sono pesado. O navio afundando, e ele babando na cama, sem se mover, dormindo o sono dos justos. De nada me acusa minha consciência, como é bom dormir em paz.

Assim é o rebelde, sua consciência é morta, ela não incomoda, ele mente, ele engana, ele encobre, ele oculta, ele faz o mal, ele desobedece a Deus fazendo o oposto daquilo que ele manda...

Essa tem sido a sua história? Esses elementos estão presentes em sua vida?

Você tem ido numa direção oposta aquela que Deus tem ordenado?
Você tem empregado recursos materiais para fazer o que é errado?
Você tem desenvolvido uma consciência cauterizada em virtude de atos de desobediência?

Pr. Mário compilado (IBR Pr. Marcos) sob permissão.

quinta-feira, 8 de março de 2012

O Perdão Divino está atrelado ao Sangue de Cristo


Leitura: Isaías 1.18 “Vinde, pois, e arrazoemos, diz o SENHOR; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã”. 

O texto do profeta Isaías traz uma promessa tremenda. O texto revela que Deus deseja liberar o “Perdão”. Interessante que o “Perdão” oferecido por Deus: “Transforma um devedor em uma pessoa rica”. Deixe-me explicar como Deus pode nos transformar um devedor em uma pessoa rica?


A Bíblia nos ensina que Deus em Cristo pode “Perdoar” e nos fazer “Herdeiro” juntamente com Cristo.

Imagine por um instante: Você tem um divida no banco, e não tem condições para quitá-la; E alguém se oferece e paga completamente a divida, com isso você deixou de ser devedor, mas você não ganhou nada a mais, ou seja, você apenas deixou de ser “devedor”. Imagine mais: Se esta pessoa que se ofereceu para pagar a divida também depositasse uma grande quantia em dinheiro na sua conta, ele teria transportado você de “devedor” em uma pessoa “rica”.

Foi exatamente isso que Deus fez por nós na cruz por intermédio de Jesus. Nós éramos devedores, Ele tratou com a nossa divida e fez mais ainda... Ele nos incluiu como herdeiros dele juntamente com Cristo;

Como é que Deus concede perdão ao pecador?

Hebreus 9.22 “Com efeito, quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e, sem derramamento de sangue, não há remissão”.

Lição central: Deus não perdoa pecador sem que seja julgado

Se não compreendermos isso: Teremos uma noção errada do pecado; Que para o “Pecado” foi pago um alto preço, corremos o risco de brincamos muitas vezes com o pecado; Que o pecado teve que ser julgado. Excluímos a “Cruz” de Cristo;

Na cruz “O pecado foi julgado”. Jesus pagou com sua vida o preço do pecado, desse modo é ali na “Cruz” que o pecador recebe o perdão de Deus. Excluir o julgamento do pecado é apagar o valor da cruz na salvação

Algumas conclusões erradas...

Se você pensa: Reconheço o pecado, Confesso o pecado e Deus perdoa o pecado;
Eu me esqueço de algo vital: Deus perdoa a mim porque Cristo padeceu na cruz do Calvário, morrendo em meu lugar.
Não podemos perder de vista esta verdade, alguém pagou o preço pelo pecado.
A Bíblia diz que o “Salário do pecado é a morte

Entenda: Não existe um “Perdão Direto”, ou seja, Sem passar pelo pagamento do pecado. Se isso acontecesse Deus estaria sendo injusto, ou seja, se ele nos justificasse, sem a cruz, estaria mostrando uma deformidade do seu caráter;

Por isso é importante entendermos que Deus perdoa o pecador. Para isso no Antigo Testamento, Deus estabeleceu o sistema de “Sacrifícios”, porque é ali que o pecado era “Julgado”.

Como é que funcionava?

O pecador consciente tinha que levar um animal até o tabernáculo;
Quando chegasse, o sacerdote o levaria até o pátio,
Em um lugar apropriado ele tinha que colocar a mão sobre o animal;
Ele teria que “Confessar o pecado” sobre o animal.
Desse modo transferindo a culpa
Mas o animai tinha que morrer!

Alguém tem que pagar pelo pecado, o pecado tem que ser julgado; Deus perdoa o pecador, mas o pecado tem que ser julgado. Alguém teve que morrer!

Isso tem que entrar na minha mente: Para Deus lhe oferecer o perdão dos pecados e este gratuitamente, Ele pagou um preço muito alto pelo pecado, a morte do seu filho Jesus

Deus ensina que para a “Expiação” tem que haver “Derramamento de sangue”; Estou afirmando que para Deus “Perdoa um pecador” Alguém tem que morrer, não existe um perdão direto; Sem passar pelo “Sangue”;

O princípio da bíblia é: Hb 9.22 “Sem derramamento de sangue não há remissão de pecados”.

Quando DIZ “Sem derramamento de sangue”. Ás vezes nós ficamos presos apenas no “misticismo” do sangue, não é que Deus é sanguinário, gosta e quer ver sangue derramar. Não é essa imagem que muitas vezes temos de Deus.

Porque do “Sangue?”.  A resposta é “Simples!”. O sangue é a “Prova” que uma vida inocente foi sacrificada para poder haver a remissão de pecados; Assim - O sangue é uma “prova incontestável”.

Quando o sacerdote entrava com aquele sangue do animal, era uma prova incontestável que uma vida inocente foi sacrificada (tombada); Se ele entrasse ali com rabo, orelha ou perna, não era prova, porque a vida está no sangue, alguém pode viver sem uma perna ou um braço, mas ninguém sobrevive sem sangue;

Quando a bíblia diz “Sem derramamento de sangue não há remissão”. A bíblia está ensinando que “Sem que uma vida inocente” (substituía, morra, pague) as conseqüências do pecado, Deus não pode perdoar o pecador;

Deixe-me repetir: Sem que uma vida inocente substitua, morra, pague as conseqüências do pecado, Deus não pode perdoar o pecador;

Porque se isso acontecesse, e Deus perdoasse o pecador sem o “Julgamento”; Deus estaria sendo injusto; Deus estaria nos salvando de uma maneira ilegal e imoral, contrária a sua natureza e caráter santo.

Por isso da ênfase bíblica no “Derramamento de Sangue” para provar que uma vida inocente foi sacrificada, ou seja, “julgada”, o pecado ali foi  “julgado”;

Você já parou para pensar “Porque você não deve mais nada a Deus?”.

A resposta reflexiva deveria ser: “Se Deus não me julga pelo meu pecado, é que alguém foi julgado por mim”, Desse modo alguém pagou...

A bíblia diz assim:  2Coríntios 5:21 “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.”

Esse texto está nos ensinando que: Jesus mesmo sem pecado foi colocado no meu lugar.

Veja mais, o Valor do sangue “Não” está no fluído físico do sangue, existe muita confusão no meio evangélico, fazendo muito “misticismo” sobre isso;
O valor está na prova incontestável que uma vida inocente foi tombada, sacrificada, morta no lugar do pecador;
Tudo isso para prefigurar Jesus Cristo, como o nosso “Cordeiro”;
Desse modo o “Sangue” era uma maneira de provar que houve um “Sacrifício”;
O valor não estava no “sangue” em si, estava na vida que estava sendo “Sacrificada”, que é um “Tipo” daquilo que iria acontecer por intermédio de “Cristo” na cruz;

Quando falamos “O Sangue de Jesus tem poder” não estamos mistificando e nem devemos destacar o “sangue” físico do corpo de Cristo, mas estamos falando que por causa do seu “Sacrifício” temos condições de desfrutar de um relacionamento intimo com Deus, que resulta em “poder”;

Com isso em mente a pergunta é: Como é que Deus restaura o pecador?  A resposta é: Aquele que realmente fez o que Deus havia mandado ele descansava plenamente
Se você encontrasse um judeu que tivesse cometido pecado. Ele iria ao tabernáculo e levaria7 o animal para o sacrifício. Ele ficaria vendo todo o processo do ritual. Ele tinha que dar o 1º golpe sobre o pescoço do animal. Teria que ficar bem claro que ele era o culpado pela morte. Ficaria observando quando o sacerdote abria o animal para o ritual segundo a lei para oferta pelo pecado. Onde separava a gordura do fígado e do rim para ser queimado no altar de bronze. (Tudo o que era queimado no altar era uma maneira simbólica de entregar para Deus). E para Deus não poderia oferecer pecado, então todo o resto que tinha encarnado o pecado pela imposição de mãos era queimado fora do arraial. Tudo isso revela a “Grande verdade do julgamento do pecado

Se você encontrasse esse mesmo judeu vindo do Tabernáculo todo alegre e você perguntasse a ele:
É eu vi, você ontem (mentiu, pecou, adulterou, matou, roubou, cobiçou...) - Ele iria responder: É verdade eu fiz isso, mas eu não devo mais a Deus. Mas como isso? Ele responderia. Eu peguei um animal, fiz como Deus mandou (dentro das características que Deus mandou), Pus a minha mão, confessei o pecado, Eu fui até o sacerdote, deu o primeiro golpe no pescoço dele, Eu vi o animal morrer, Eu vi o sacerdote oferecer, eu vi a fumaça subir. Deus aceitou o meu perdão, EU não devo mais; Ele descansava plenamente em Deus...

Tudo isso servia para apontar para Cruz, no sacrifício perfeito de Jesus; Hb 9.12 “Não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção”.

O texto ensina “Pelo seu próprio sangue”, ”Pela sua própria morte”. Deus reconhece que a VIDA está no sangue, dessa forma o principal elemento de um SACRIFÍCIO é o sangue; Moises registrou essas palavras.

Levíticos 17.11 “Porque a vida da carne está no sangue. Eu vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pela vossa alma, porquanto é o sangue que fará expiação em virtude da vida”.

O Sangue como Sacrifício para expiação a favor da vida; A diferença vital entre os muitos sacrifícios no Antigo Testamento com os animais e o Sacrifício de Jesus está na PERFEIÇÃO da OFERTA pelo pecado; Segunda a Bíblia os sacrifícios do Antigo testamento “Purificavam” apenas o “exterior”, ou seja, a “Carne”, o interior é o que tem mais necessidade de “Purificação” não era purificado, somente Jesus pode “limpar” perfeitamente a alma do homem; Deixe-me provar isto:

Hebreus 9.13 “O sangue de bodes e de touros e as cinzas da bezerra queimada são espalhados sobre as pessoas impuras, e elas ficam purificadas por fora”.

Ouça-me com muita atenção, Jesus por ser “Perfeito” ele pode lhe perdoar “Perfeitamente”; Deixe-me provar: Hebreus 9.14 “muito mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo!”.

Do mesmo modo que um judeu descansava porque ele fez o que Deus mandou, você também pode descansar “Plenamente” naquilo que Cristo fez por você na cruz. Ele pode (Jesus) nos salvar TOTALMENTE. Hebreus 7.25 “Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles”.

Para concluirmos esse primeiro princípio: Você percebe que “o valor do sangue” está no fato que alguém teve que “morrer” e esse alguém é o “Filho de Deus”?
Você compreende que com a morte de Cristo o “pecado foi julgado”?
Você consegue ser grato a Deus, por ele ter providenciado o seu “Substituto”? Alguém que levaria a culpa do pecado que você merecia (que nós merecemos?)

A Bíblia nos ensina que para Deus perdoar alguém tem que haver derramamento de Sangue.

Talvez você esta lendo essa meditação e não tinha entendido claramente o que Jesus fez por você na cruz, mas agora você tem entende. Você pode receber a Cristo como seu Senhor e Salvador, basta você crer em Jesus, ou seja, que ele morreu no seu lugar e ressuscitou para te justificar.


Pr. Mário Botão (Adaptado Pr. Marcos IBR)

Mudança radical


Leitura: Efésios 4.28 “Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha com que acudir ao necessitado”.

O apóstolo Paulo trata de um assunto comum a todos os crentes: “A Mortificação da carne”.

Essa luta é comum a todos os crentes, sejam maduros, neófitos, acadêmicos ou não, não há crente que não trave batalhas diárias contra os desejos da carne.

John Owen comentou:

“A mortificação enfraquece a força do (pecado), mas não muda sua natureza. A graça muda a natureza do homem, mas nada pode mudar a natureza do pecado... Destruído ele pode ser, e será, mas não pode ser curado... . Se não for dominado e destruído, dominará e destruirá a alma.
E, aí reside não pequena parte de seu poder... Nunca se aquieta (quer seja) vitorioso (ou) conquistado... Mortifique o pecado. Faça disso sua labuta diária; sempre, enquanto viver; não termine nenhum dia sem lutar; continue matando o pecado ou ele o matará.”

Recebemos uma nova natureza quando pela fé fomos justificados, essa natureza é divina e tem prazer nas coisas celestiais, mas a outra tem prazer nos desejos e cobiças da carne.

É uma batalha agonizante e que muitos durante essa jornada desanimam, e pensa até desistir, até que um ato de misericórdia do Senhor em mover um livramento, ou uma exortação através de uma leitura ou mensagem, ou até mesmo diante de uma expressão de cuidado por parte de pessoas que estão conosco nessa batalha nos admoestam a continuar firmes.

O título desse devocional “Mudança Radical” tem como intuito encorajar os crentes a deixar de alimentar os desejos da carne, para que ela não se torne mais forme e dominadora.

Às vezes associamos a palavra “radical” a extremismo de ideologias, onde se comete barbarias em nome e por uma causa, não é sobre esse tipo de mudanças a qual me refiro, e sim aquela que a todo custo iremos nos esforçar para dominar e fizer morrer essa natureza que nos é maléfica.

Paulo apresenta uma orientação muito significativa para pessoas como nós que desejamos ter vitórias sobre essa declinação da carne.

Meu desejo é que essa labuta possa se tornar uma força motivadora e persuasiva para que muitos experimentem os benefícios de uma vida transformada.

Começaremos por expor que Paulo nos versos 17-18, explica o publico que desenfreadamente satisfaz e cumpre os desejos da carne sem constrangimento ou censura.

Ef 4.17-19 “Isto, portanto, digo e no Senhor testifico que não mais andeis como também andam os gentios, na vaidade dos seus próprios pensamentos, obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem, pela dureza do seu coração, os quais, tendo-se tornado insensíveis, se entregaram à dissolução para, com avidez, cometerem toda sorte de impureza”.

Podemos observar que o apóstolo veementemente condena uma vida nutrida por atos que deveriam ser mortificados e associa a deliberação de tais atos aos ímpios

Pois esses são dominados completamente pelos desejos da carne

  •         Seus pensamentos são vazios de virtudes
  •         Seus corações são rebeldes e insaciáveis

Paulo ainda pontua “Comentem toda sorte de impureza”, esse retrato é assustador, de alguém que não tem controle nenhuma sobre sua natureza e nem sobre seus atos, são pessoas descontroladas e inconsequentes.

Não conseguem se dominar o que desejam fazem, por mais sórdido, grotesco e terrível eles não conseguem dizer “Não”, aliais essa escravidão se torna prazerosa para aqueles que são dominados por essa treva incutida na alma.

Paulo disse que eles são “Obscurecidos”, ou seja, a mente deles está na escuridão.

Por essa razão que o “Regenerado” não pode ser encontrado na mesma situação e vivencia de que um “ímpio”, pois esse é dominado pelas trevas, não tem controle, seus desejos são incontroláveis.

Mas a admoestação surge porque há concretização de atos entre os professos que não deveria existir, é muito provável que a atitudes de alguns crentes estavam trazendo escândalo e muitos questionamentos sobre a legitimidade da conversão de algumas pessoas.

Paulo continua e observa:

Ef 4.20-22 “Mas não foi assim que aprendestes a Cristo, se é que, de fato, o tendes ouvido e nele fostes instruídos, segundo é a verdade em Jesus, no sentido de que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências do engano”.

Nessa argumentação Paulo ressalta a principal evidencia de convertido, que é o “Trato passado”.

Em outra ocasião Paulo havia dito:

2 Coríntios 5:17  E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.

É de suma importância e relevância que as coisas pertencentes a velha vida devem ficar no passado, mesmo que enfrentemos lutas o pecado deve ficar no “Passado”, não é algo que devo contemplar no futura

No presente eu travo batalhas espirituais, desse modo se eu contemplar o meu pecado ele vai me destruir, Paulo disse:

“Velho homem que se corrompe segundo as concupiscências do engano”.

O pecado nunca é bom, nunca entrega o que promete, é uma propaganda enganosa, é um anuncio fraudulento, é uma proposta criminosa, é uma publicidade mentirosa.

Além de não entregar o que promete, o pecado faz mal traz prejuízos, o pecado me destrói, o pecado mata.

Assim sendo, Paulo apresenta aquilo que o crente deve almejar aquilo que deve ser o seu anseio, o seu alvo, o seu propósito de vida.

Ef 4.23-24 “E vos renoveis no espírito do vosso entendimento, e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade”.

A renovação não é uma mudança de liturgia, não é uma mudança de ideologia, nem uma mudança de filosofia, essa renovação está vinculada essa parte imaterial do homem chamada “Alma” que tem vida além do corpo, e que precisa ser alimentada com a verdade de Deus.

É nesse contato da alma humana com as verdades de Deus, que o homem salvo vai ter poder de controle sobre a velha natureza.

Podemos até pontuar, que é a Palavra de Deus no homem que o capacitará a dominar os desejos que outrora o dominava.

Aí então, Paulo começa descrever algumas situações práticas daqueles que começaram a ter vitórias sobre essa natureza.


Ef 4.25-32 “Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros. Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira, nem deis lugar ao diabo. Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha com que acudir ao necessitado. Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem. E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção. Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia. Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou”.

Perceba que o crente pode ter vitórias concretas e experimentáveis na sua jornada cristã.

Obviamente não será um luta fácil, pelo contrário será cercada de muitas frustrações e angustias, mas temos a promessa e a experiência cristã já tem testemunhado dessa maravilhosa mudança radical.

Paulo descreve alguns pecados, próprio de ímpios que os crentes professos em Jesus têm obtido e poderá obter vitórias.

  •         Mentira
  •         Ira
  •         Palavras torpes
  •         Amargura
  •         Cólera
  •         Gritaria
  •         E toda malícia

No começo dessa meditação fizemos referencia de uma citação de  John Owen, quero subscrever a frase

“Mortifique o pecado. Faça disso sua labuta diária; sempre, enquanto viver; não termine nenhum dia sem lutar; continue matando o pecado ou ele o matará.”

Que as palavras de Paulo e esse sábio comentário de John Owen possa contribuir para a nossa pessoal e agonizante batalha espiritual, sabendo de que nele somos vitoriosos.


Pr. Mário Botão

quarta-feira, 7 de março de 2012

Sacrifício por escolha própria


Leitura: Romanos 12.1 “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.”

Vamos aprender que a “Consagração bíblica” consiste em atos sacrificiais, desse modo se queremos pertencer ao Senhor partindo de um ato voluntário, vamos precisar tomar algumas decisões sacrificiais:

1ª Decisão: Colocar o corpo a disposição de Deus

A palavra “Apresentar” vem da palavra grega “Dispor”. A palavra é usada no sentido de entregar algo ou alguém para um fim proveitoso. Dessa forma, a palavra significa “Colocar a disposição” ou “Mostrar”.

Uma boa ilustração da palavra é de um expositor em uma feira de negócios que tem um estande e fica ao lado do estande para apresentar seu produto aos consumidores de potencial para que eles possam adquirir o produto

Na mente dos leitores de Paulo, eles entendem a palavra como era usada no Velho Testamento. No Velho Testamento os sacerdotes entregavam uma oferta ao Senhor, deixando à oferta a disposição de Deus para usa-la da melhor forma.

Note que devemos apresentar o nosso corpo. Paulo está admoestando os crentes em Roma a oferecerem seus corpos a Deus como oferta.

Quando uma pessoa confia em Cristo, ele entrega ao Senhor sua alma, suas emoções, sua vontade, seu coração e seus desejos.

No entanto, mesmo que a vontade e a mente desejem servir ao Senhor depois que aceitou a Cristo, o corpo às vezes se rebela.

Romanos 7.15-20 “Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto. Ora, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. Neste caso, quem faz isto já não sou eu, mas o pecado que habita em mim. Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo. Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço. Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e sim o pecado que habita em mim.”

Qual era o problema de Paulo nesta passagem? Ele se encontra querendo viver para Cristo, mas estava falhando, por causa do seu desejo de pecar através do seu corpo.
O que acontece conosco quando decidimos nos consagrar a Deus?

Em outras palavras, o coração diz, “Quero ler a Palavra”, mas os olhos dizem, “Eu preferia dormir ou assistir TV”.

O coração diz, “Eu quero dizer a outros sobre Cristo”, mas a boca diz, “Eu preferia falar sobre outra coisa”.

O coração diz, “Eu quero viver uma vida santa e separada”, mas os ouvidos, os pés e a velha natureza dizem, “Eu quero aproveitar estas coisas que satisfazem as concupiscências da carne”.

Por sermos carnais temos desejos carnais e isso está vinculado a praticar atos pecaminosos, como ter vitórias nessa área?

Paulo nos admoesta a pegar nossos corpos e oferecê-los a Deus como um expositor orgulhosamente apresentaria seu produto a uma plateia.

Nesta apresentação estamos lidando com todo o meu corpo, cada parte dele, tudo!


2ª Decisão: Ficar atento às exigências quanto a qualidade do corpo

Quando um expositor apresenta seu produto a uma plateia, ele tem um propósito—vender o produto.

No entanto, ele é muito cuidadoso ao apresentar seu produto. A embalagem é muito importante. A qualidade é muito importante.

Saber o que a plateia quer é importante. Por exemplo, você não tentaria vender tênis de corrida para velhinhas de noventa anos de idade.

No entanto, Paulo vai além. Ele nos diz que a apresentação de nossos corpos deve ser “aceitável a Deus”. Que tipo de corpo é aceitável a Deus? Paulo nos diz nestes versículos.

Santo - O corpo deve ser santo? Por quê? Por que Deus é santo! Nosso Deus é santo, sem pecado e perfeito; Ele não aceitará um corpo imperfeito e pecaminoso.
No Velho Testamento, quando um sacrifício era oferecido a Deus, ele deveria ser um cordeiro “imaculado e sem manchas”. Por quê?

Um Deus santo não pode aceitar um sacrifício que não é santo. No entanto, nossos corpos devem ser puros e limpos para serem aceitos por Deus para o serviço.

No entanto, antes de apresentá-lo, devemos nos limpar e confessar os pecados.

Vivo - O sacrifício não deve ser somente santo e rendido a Deus. Ele também deve ser um sacrifício “vivo”. Isto é, enquanto os sacrifícios do Velho Testamento eram ofertas mortas, esta é uma oferta viva.

Estamos dizendo ao Senhor que queremos que Ele tome nossas ações, atividades e condutas.

Aceitável (agradável) a Deus - O sacrifício do meu corpo ao Senhor é “aceitável” (literalmente, agradável) a Ele. Deus se agrada quando dou a Ele um corpo e uma vida santa.

Seu corpo e sua vida agradam a Deus? Ele está feliz com o que você faz com seu corpo? Suas mãos, olhos, ouvidos, boca e mente estão limpos e agradando a Deus?

3ª Decisão: Deus não espera algo irracional ou isento de compreensão

Paulo nos diz que é nosso “culto racional”. Esta é a palavra grega logikos de onde tiramos a palavra lógica.

O que é lógico (racional) em dar a Deus nossos corpos e conduta?
  • É lógico porque Deus já nos tem
  • É lógico porque nos fará mais felizes
  • É lógico porque Deus sabe o que é melhor para nós.

Não faz sentido dizermos “não” a Deus. Deus fez nossos corpos, e Ele sabe o que ele é capaz de fazer melhor. Nossos corpos são servidos melhor quando estão rendidos ao controle das mãos de Deus.

Paulo nos implora para que rendamos nossos corpos por causa das “misericórdias de Deus”. Porque devemos dar nossas vidas, nossos corpos e nossa conduta a Deus?
  • Por causa de tudo o que Ele fez por nós
  • Porque Ele nos salvou
  • Porque Ele nos mantém salvo
  • Porque Ele providencia tudo o que precisamos
  • Porque Ele nos protege da morte e perigo
  • Porque Ele nunca deixará acontecer algo em nossas vidas que não é para o nosso bem
  • Porque Ele está nos preparando um lugar glorioso para passarmos a eternidade

Uma pessoa não irá render seu corpo ao Senhor se ela não está animada para receber as misericórdias de Deus.

Quanto mais você conhece e ama ai Senhor, mais você irá se render a Ele!

Conclusão

Neste momento, você está disposto a confessar e deixar toda atividade pecaminosa de sua vida? Você está disposto a dar a Deus suas horas, minutos, olhos, mãos, língua, pés e todo o seu corpo—para Seu uso e para o resto de sua vida? Você está disposto a dizer: “Senhor, te entrego todo o meu tempo para me envolver mais nas atividades da igreja Eu te dou minha mente para decorar a Sua Palavra; te darei partes especiais do meu dia, todos os dias, para orar e fazer meu devocional”?

Pr. Mário – Baseado no Pro-Teens