terça-feira, 6 de março de 2012

Sinais de Rebelião


Leitura: 1 Timóteo 1:9  tendo em vista que não se promulga lei para quem é justo, mas para transgressores e rebeldes, irreverentes e pecadores, ímpios e profanos, parricidas e matricidas, homicidas.

Nesse texto Paulo fala a Timóteo daquelas pessoas que se opõe a Sã Doutrina, dentre os pecados listados encontramos a “Rebeldia”.

Por rebelião queremos dizer ser controverso, ser rebelde, ser teimoso, ser desobediente e ou ser contra.

A rebelião é o pecado mais antigo, segundo a Bíblia começou com Lúcifer.

Is 14.11-15 “Derribada está na cova a tua soberba, e, também, o som da tua harpa; por baixo de ti, uma cama de gusanos, e os vermes são a tua coberta. Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo. Contudo, serás precipitado para o reino dos mortos, no mais profundo do abismo”.

Desses dois textos, Isaías foi o que mais retratou esse episódio sobre o Querubim caído. Ele afirmou que esse anjo de muito esplendor dizia que “Exaltaria seu trono acima das estrelas de Deus, acima das mais altas nuvens e seria semelhante ao Altíssimo”.

O texto demonstra que esse querubim queria ser semelhante ao Altíssimo. A expressão hebraica para “Altíssimo” é usada somente para Deus. Esse adjetivo hebraico demonstra que Lúcifer queria ter a autoridade que somente o senhor Deus tem.

A rebelião se manifesta juntamente com a soberba e o desejo de ser e estar no lugar do líder. Dificilmente alguém em rebelião confessaria seu pecado, pois a soberba cega tais pessoas que o pratica, tendo sempre um pretexto que justifique tal prática.

Satanás queria ser Altíssimo e tentou fazer isso levando consigo um terço dos anjos

Ap 12.3,4 “3  Viu-se, também, outro sinal no céu, e eis um dragão, grande, vermelho, com sete cabeças, dez chifres e, nas cabeças, sete diademas. A sua cauda arrastava a terça parte das estrelas do céu, as quais lançou para a terra; e o dragão se deteve em frente da mulher que estava para dar à luz, a fim de lhe devorar o filho quando nascesse”.


Geralmente, a rebelião contamina outros também. Para isso, o rebelde precisa vender uma imagem negativa do líder para que ele possa chegar a seus objetivos. Tudo indica que foi isso que Lúcifer fez para convencer um terço dos anjos.

É assim que Absalão fez para fazer a maior rebelião em Israel de todos os tempos

2Sm 15.6 “Desta maneira fazia Absalão a todo o Israel que vinha ao rei para juízo e, assim, ele furtava o coração dos homens de Israel.”

Esse texto afirma que Absalão “furtava” o coração do povo. Isso quer dizer que ele forjava uma conspiração contra Davi, seu pai, convencendo as pessoas e vendendo uma má imagem de Davi.

A mesma coisa fez Jeroboão na divisão do reino de Israel.

1Rs 12.15-18 “O rei, pois, não deu ouvidos ao povo; porque este acontecimento vinha do SENHOR, para confirmar a palavra que o SENHOR tinha dito por intermédio de Aías, o silonita, a Jeroboão, filho de Nebate. Vendo, pois, todo o Israel que o rei não lhe dava ouvidos, reagiu, dizendo: Que parte temos nós com Davi? Não há para nós herança no filho de Jessé! Às vossas tendas, ó Israel! Cuida, agora, da tua casa, ó Davi! Então, Israel se foi às suas tendas. Quanto aos filhos de Israel, porém, que habitavam nas cidades de Judá, sobre eles reinou Roboão. Então, o rei Roboão enviou a Adorão, superintendente dos que trabalhavam forçados; porém todo o Israel o apedrejou, e morreu. Mas o rei Roboão conseguiu tomar o seu carro e fugir para Jerusalém.”


A rebelião é tão forte que Samuel tratou como o pecado da feitiçaria.

1Sm 15.23 “Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a idolatria e culto a ídolos do lar.”

Mas vem a pergunta que não se quer calar: quer dizer que devo aceitar tudo que o líder diz e quer fazer? Quando é que eu posso discordar do líder e não agir com rebelião? Para isso, vamos seguir o exemplo de Davi.

O paradigma de submissão

1Sm 24.4-15 “Então, os homens de Davi lhe disseram: Hoje é o dia do qual o SENHOR te disse: Eis que te entrego nas mãos o teu inimigo, e far-lhe-ás o que bem te parecer. Levantou-se Davi e, furtivamente, cortou a orla do manto de Saul. Sucedeu, porém, que, depois, sentiu Davi bater-lhe o coração, por ter cortado a orla do manto de Saul; e disse aos seus homens: O SENHOR me guarde de que eu faça tal coisa ao meu senhor, isto é, que eu estenda a mão contra ele, pois é o ungido do SENHOR.”

Esse texto nos dá uma boa base para entendermos os limites de discordarmos sem que caiamos no erro da rebelião.

Precisamos entender primeiro, o que estava a favor de Davi. Davi fora ungido rei de Israel; Saul estava definitivamente errado em suas ações querendo matar Davi por inveja;

Vamos analisar como Davi tratou seu maior inimigo a quem ele chamou de “Ungido do Senhor”.

Davi sentiu bater no coração a humilhação de Saul

O que podemos notar no texto é que o que Davi sentiu no coração não foi o prejuízo das vestes reais de Saul, mas a humilhação de Saul tendo suas vestes reais rasgadas diante de seu exército. Isso nos traz o princípio que precisamos ter muito cuidado a expor líderes e autoridades à humilhação.

Paulo pediu desculpas ao sumo-sacerdote que chamou de “parede branqueada” At 23.2-5.
Embora que o sumo-sacerdote estava errado, mas Paulo, imediatamente, desculpou-se e citou Ex 22.28, onde afirma: “Contra Deus não blasfemarás, nem amaldiçoarás o príncipe do teu povo”.

Paulo teve o temor do Senhor em humilhar uma autoridade judaica, mesmo ele tendo razão ou motivos para tal coisa.

Nós podemos discordar de uma autoridade, podemos dizer que não concordamos e até afirmar que essa está errada; mas, entre discordar de uma autoridade e humilhá-la são duas coisas totalmente diferentes.

Podemos discordar de um pastor ou qualquer líder que está sobre nós, mas jamais poderemos trazer constrangimento e humilhação a esses líderes.

Davi não perdeu o respeito a Saul,

Não foi à toa que Davi foi chamado “o homem segundo o coração de Deus”.

Davi agiu em total respeito a Saul, mesmo na situação desfavorável e em total erro deste. Isso nos dá um princípio de que o líder pode estar errado como estiver, mas não devemos perder o respeito à sua pessoa.

No caso de problemas em igrejas com pastores, um membro de uma igreja, ao se sentir ofendido ou injustiçado por um líder ou pastor, pode, sem perder o respeito, pedir a sua carta ou afastamento de seu cargo, ou até mesmo uma demissão; mas, jamais, podemos desrespeitar um líder ou autoridade constituída por Deus.

O NT nos adverte sobre o cuidado de não perdermos o respeito aos pastores e líderes. Portanto, pode-se perfeitamente entender que o autor queria demonstrar um respeito ao líder, mesmo que haja discordância de suas idéias;

Davi não deixou de expressar sua discordância a Saul

Davi não deixou de discordar de Saul. Ele afirmou do verso 9 a 12 que a perseguição dele era injusta e se ele fosse mesmo mau como Saul o concebia, ele o teria feito mal.

Isso demonstra que discordar do líder não é rebelião de forma alguma.Podemos discordar com muita educação de um líder, pastor, presidente ou qualquer líder que foi constituído por Deus.

A Bíblia demonstra que aqueles que têm uma mente crítica são considerados nobres como os crentes de Beréia (At 17.10,11). Eles procuraram analisar as próprias palavras dos apóstolos Paulo e Silas para ver se de fato tinham base nas Escrituras. Eles fizeram isso, sem cair no erro da rebelião.

Portanto, pode-se, perfeitamente, criticar uma ideologia de um professor, pastor, até de nossos próprios pais com todo respeito e sem atacar sua autoridade diretamente ou atingir a sua reputação.

Rebelião é um ataque direto à autoridade. Por isso que em Isaías afirma que Lúcifer queria assentar-se no trono de Deus.

Devemos cuidar com os nossos atos de protestos, para não incorrermos e sermos encontramos rebeldes.

Há uma maneira correta de lidar conflitos, precisamos aprender a lidar com essa temática.

Paulo alerta a Timóteo que não receba denúncia contra presbítero. A palavra (kategoria) traduzida para denúncia tem uma reivindicação de buscar um tribunal.

Paulo proíbe qualquer reivindicação de acusação contra um presbítero, exceto, se tiver duas ou três testemunhas.

Paulo usa o método da Lei (Dt 17.3-7). Essas duas ou três testemunhas dizem respeito à mesma acusação ou evento específico.

Muitas pessoas interpretam errado essa expressão colocando para quando houver várias denúncias de várias acusações, mas implica duas ou três testemunhas da mesma acusação específica. Isto quer dizer: se houver duas denúncias, deve-se ter duas ou três testemunhas de cada denúncia contra o presbítero.

Foi isso que o sumo-sacerdote percebeu nas acusações contra Jesus. Eles interpretaram a Lei errado trazendo testemunhas diferentes de acusações diferentes (Mt 26.59,60).

Mateus afirma que apresentaram muitas testemunhas contra Jesus (v.60), mas não foram coerentes e aceitas por terem sido de várias ocasiões diferentes.

Por isso que Marcos afirma que essas testemunhas não foram coerentes (Mc 14.56). Mesmos assim, apareceram duas testemunhas contra Jesus. O problema agora não é a incoerência nem a mentira dessas testemunhas, mas a interpretação que elas tiveram das palavras de Jesus acerca do templo.

Por causa disso e para preservar a imagem do presbítero, deve-se analisar com bastante cuidado as testemunhas, coerência e veracidade destas de cada denúncia específica.

Não se pode esquecer, antes mesmo de mostrar as testemunhas, do que Jesus ensinou nos evangelhos que se deve questionar e demonstrar ao acusado pessoalmente.

Mateus escreve:

Mt 18.15-17 “Se teu irmão pecar contra ti, vai argüi-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão. 16 Se, porém, não te ouvir, toma ainda contigo uma ou duas pessoas, para que, pelo depoimento de duas ou três testemunhas, toda palavra se estabeleça. 17 E, se ele não os atender, dize-o à igreja; e, se recusar ouvir também a igreja, considera-o como gentio e publicano”.

Notemos que antes de tomar duas ou três testemunhas, Jesus afirma que se deve argüir entre o acusado pessoalmente, mostrando provas e questionamentos, sozinho com a pessoa.

Lembremos que o arcanjo Miguel deu o maior exemplo de submissão quando contendia a respeito do corpo de Moisés. Ele respeitou a autoridade da essência do mal, Satanás (Jd 1.8-10).

Judas estava ensinando exatamente o respeito às autoridades. Vemos que Miguel tinha tudo para fazer um juízo difamatório do diabo, mas respeitou-o e deixou que o Senhor o repreendesse.

Precisamos entender que uma autoridade é um representante de Deus e ministro também (Rm 13.4; Jo 19.11) e qualquer autoridade deve ser respeitada e honrada, mesmo que não concordemos com elas. Portanto, precisamos ter muito cuidado de não cair nesse terrível erro e agir da mesma forma que Satanás.

Pr. Mário

Obs.: Essa material foi organizado ao longo de várias leituras e pesquisas por essa razão da impossibilidade de atribuir crédito

sábado, 3 de março de 2012

Jogo da velha

Hoje no clube contamos com a presença de 25 crianças, Juliana contou a história de Jesus. Também confeccionamos um tabuleiro do jogo da velha, as crianças participaram animadas, apesar de que hoje tivemos várias faltas, vieram algumas crianças que estavam ausentes. Estamos contentes pois o trabalho tem dado bons frutos.





sexta-feira, 2 de março de 2012

Quando o Reino está segundo plano, meu Coração está em primeiro.


Leitura: Mateus 6.33 “Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”.

O que é que realmente temos visto hoje em dia? Será que temos visto mais pessoas interessadas no reino de Deus? Será que temos testemunhos de pessoas mais sedentas pela justiça de Deus?

Como é que nós temos agido ultimamente? Será que temos buscado, realmente, o reino de Deus e a sua justiça? Ou será que temos buscado o reino dos homens e a justiça dos homens

Porque o reino tem que ter essa primazia? Porque a justiça de Deus não pode ocupar um segundo lugar? Porque as coisas tem que vir em primeiro lugar?

Muitas vezes, o que temos visto são pessoas mais preocupadas com as coisas terrenas do que as celestiais. E isso é muito triste, porque a vida do homem, não consiste apenas nos bens que ele possui. A vida de uma pessoa é muito mais do que matéria

Deus falou pelo profeta Isaias algo intrigante:

Isaías 55:6 “Buscai o SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto”.

Será que chegará um momento na vida de um homem, onde o Senhor está será achado? Será que chegará um momento na vida de homem onde o Senhor não estará por perto?

Segundo as palavras do profeta, agora é o momento que o Senhor pode ser achado e invocado porque ele está perto. Se deixamos essa busca para depois, EU NÃO SEI o que vai acontecer. Eu não sei você vai encontra-lo. Eu não sei se você vai querer encontra-lo. Eu não se Ele vai deixar ser encontrado

Muitas pessoas deixaram DEUS de lado e não conseguiram achar o caminho de volta.

O homem tem uma paixão pelas coisas terrenas que é algo absurdo: Temos um desejo em adquiri coisas; Comprar coisas; Guardar coisas. É um desejo desenfreado.

E com isso o homem tem se tornado cada vez mais materialista. Isso não é bom!

Porque quando acontece de forma regular e constante, automaticamente nossa vida espiritual, nosso crescimento: Para; Estaciona; Paralisa; Não mais se desenvolver e Não progride.

Porque não? Por que eu estou investindo muito tempo em coisas terrenas. E tem coisas terrenas que não necessariamente são pecados

O que é pecado, ou melhor, o que se torna pecado é quando o reino é colado ao lado, é colocado em segundo plano. Para você ter tempo, disposição e energia para cultivar essas coisas, negligenciando outras.

A vida cristã não faz de momento: Estou com tempo de sobra, estou com problemas, precisando de ajuda e estou com a corda no pescoço. Legal, buscar a Deus quando você passar por dificuldades. Mas se você só busca Deus quando as coisas estão ruim. Que tipo de pessoa é você. Ou melhor, que tipo de você está se tornando...

Como você lidaria com alguém que te procurasse só quando precisa de alguma coisa. Não é porque você ama... Não é porque você é devoto... Não é porque você gosta de estar perto... É simplesmente porque “Você precisa”...

Quais são os perigos de se colocar o reino de Deus em segundo plano?

1º Perigo de se colocar o reino em segundo plano: É foco errado
Foca no visível ao invés do invisível. O cristão vive pelo invisível.

Hebreus 11.8-10, 13, ”Pela fé, Abraão, quando chamado, obedeceu, a fim de ir para um lugar que devia receber por herança; e partiu sem saber aonde ia. Pela fé, peregrinou na terra da promessa como em terra alheia, habitando em tendas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa. Todos estes morreram na fé, sem ter obtido as promessas; vendo-as, porém, de longe, e saudando-as, e confessando que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra.”

Abraão nunca viu o cumprimento completo da promessa de Deus feita a ele. Seus tesouros não seriam vistos até que ele estivesse no céu. Ele viveu em uma tenda nesta terra, mas seus olhos estavam mirando em um lugar muito melhor a cidade celestial. Ele estava vivendo com “valores eternos” em vista.

Encontramos vários exemplos de pessoas que vivem apenas pelo visível: Eva viu que a árvore era boa para se comer e “agradável aos olhos”. Ló “ergueu os olhos” e escolheu Sodoma e Gomorra porque elas pareciam ser melhores para o gado do que o deserto de Israel.

Em cada caso, os resultados foram desgosto, pesar e a irreparável perda de bênçãos.

Porque Moisés escolheu sofrer como Judeu do que aproveitar os prazeres do palácio Egípcio?

Hebreus 11.25 “preferindo ser maltratado junto com o povo de Deus a usufruir prazeres transitórios do pecado;”

Por causa da pequena frase no final do versículo “por um pouco de tempo”. Moisés sabia que as coisas desta terra logo chegariam a um fim. Então, ele vivia com “valores eternos” em vista.

2º Perigo de se colocar o reino em segundo plano: Enfraquece o caráter
A pior coisa na vida de um crente é o enfraquecimento

2 Timóteo 2.3-4. “Participa dos meus sofrimentos como bom soldado de Cristo Jesus. Nenhum soldado em serviço se envolve em negócios desta vida, porque o seu objetivo é satisfazer àquele que o arregimentou”.

Um cristão deve aprender a “se envolver” resistir as dificuldades como um bom soldado. Por quê? Porque ele quer agradar seu comandante. Deus quer que sejamos sólidos, fortes e disciplinados e não moles e covardes. Eis o porquê de um soldado não deve se envolver na vida civil, ele fica mole preparado para a batalha.

A igreja de Laodicéia sofreu esse male

Apocalipse 3.14-17 “Ao anjo da igreja em Laodicéia escreve: Estas coisas diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus: Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente! Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca; pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu”.

A igreja de Laodicéia era uma igreja “morna”. O interesse, o empenho, a dedicação para coisas de Deus não eram mais as mesmas.

Quando um homem coloca seus olhos coisas nas coisas terrenas ele perde seu zelo pelo serviço cristão. Não preza por compromissos. Não é responsável. Não é pontual. E desatento

Quando Salomão tirou seus olhos de Deus e colocou em suas riquezas, seu coração congelou para as coisas de Deus.

Mateus 6.24, nos diz que é impossível servir a dois senhores.

Então, uma pessoa que é serva do reino dos homens e da justiça dos homens perderá seu desejo de servir e honra a Deus o colocando em primeiro lugar.

Devemos lembrar que a verdadeira conversão é aquele que onde a vontade humana é restaurada, mas também devolvida para Deus.

Pr. Mário 

4 Citações do sermão do monte que revela nossa insignificância


Leitura: Mateus 5:1-6

O que é o sermão do monte? São regras morais? São expectativas para todos que professam fé cristã? São conceitos do reino dos céus? São mandamentos do Antigo testamento interpretados por Cristo? O que é o Sermão do monte?

Para compreendermos a mensagem de Jesus no sermão do monte é necessário observarmos alguns aspectos preliminares

1º Aspecto Preliminar do Sermão do monte: Há várias referencias do AT relacionadas às bem aventuranças. Principalmente no livro de Salmo, provérbios e do profeta Isaias:  Salmos 84:5, 106:3; Provérbios 3.13, 28.14 e Isaías 32.20, Isaías 56:2. Essas referências do Antigo testamento de cunho particular para a nação de Israel se encontra mais de 28x.

2º Aspecto Preliminar do Sermão do monte: É a dinâmica do Ensino Hebreu. Estes livros do Antigo Testamento quem continham as bem-aventuranças eram lidos constantemente nas sinagogas, e mesmo aqueles que não sabiam ler conheciam de cor algumas dessas citações. É importante lembrar que naquela época um livro era caríssimo, e o povo comum não tinha acesso a essa material ou não sabiam ler, o que fortalecia a necessidade de memorizar o que era lido. Eles dependiam da leitura no templo para ouvirem trechos da bíblia. Livro assim a disposição de todos, famílias terem mais do que um cópia, ou cada membro da família ter o seu exemplar particular, nunca aconteceu. Então principalmente o livro de Provérbios e Salmos auxiliava e muito nesse processo de memorização. Então a dinâmica desses livros dos hebreus favorecia a memorização

3º Aspecto Preliminar do Sermão do monte: É a expectativa gerada no coração do adorar. As bem-aventuranças estão conectadas com o nome do Deus. No Antigo Testamento a ideia da bem-aventurança decorre do favor de Deus para com os homens. Se alguém quisesse falar sobre “Graça” ou “Favor” usaria as bem-aventuras. Era normal um mestre assentar com seus discípulos e discorrer para eles essas bem aventuras. Com aconteceu com Jesus que sempre se assentava para ensinar

Lição Central: A melhor maneira de compreender a bem aventurança é tendo uma noção real da nossa insignificância e vista a grandeza de Cristo

Jesus havia percorrido toda a Galileia curando os enfermos, ensinando nas sinagogas e pregando o evangelho. A notícia de suas ações percorria todas as cidades. Uma grande multidão vinda de várias cidades para ouvi-lo. Vendo Jesus a grande multidão subiu a um monte e passou a ensina-los. Há muito tempo que o povo ouvia falar das bem-aventuranças prometidas nas escrituras, mas a situação era de opressão e miséria.

Mas a maneira como Jesus aborda as “Bem-aventuranças” no registro de Mateus e Lucas, que São dois evangelistas que trabalham essa temática ele o faz de forma distinta daquilo que era comum a eles.

A fama de Jesus havia criado uma expectativa na multidão, e quando Jesus falou sobre a bem-aventurança, materializou-se uma esperança na mente dos ouvintes. Anos após anos os pais anunciavam aos filhos uma época de alegria plena, mais ainda não tinham experimentado dessa alegria plena prometida por Deus. O sermão do monte iniciou-se com uma mensagem de alegria a um povo oprimido e sem esperança.

Jesus começar apresentando uma esperança viva, porém, o discurso endurece logo em seguida. O povo esperava refrigério e segurança nesta vida. Esperavam um Messias que os libertasse da escravidão política. E isso gerou no coração do povo uma frustração. E mesmo que uma grande multidão viera para ouvi-lo, não foram muitos que resolveram segui-lo.

1ª Citação de Jesus "Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus". Mateus 5.3

As pessoas ao ouvirem: "Bem-aventurados”. Logo fizeram conexão com algumas das citações bíblicas do Antigo testamento que possuíam essa dinâmica de ensino

A bem-aventurança é um tema que prendeu a atenção dos ouvintes de Jesus e em nossos dias ainda há uma expectativa por parte leitores. Quantas pessoas você consegue que buscam a Deus por resultados. Querem a benção, mas não querem compromisso com o abençoador.
o   Decretam vitórias...
o   Ordenam Deus que lhes abençoe...
o   É aquele famoso “Bicho come-come

Quando Jesus complementa: "Bem-aventurados OS POBRES”. A mensagem toca ainda mais os ouvintes. Esta seria uma mensagem inesquecível, pois tocou a emoção do povo: Será uma revolução social? É agora que alcançaremos a independência política e a paz prometida?

A promessa de alegria aos pobres é plenamente compreensível, mas o que entender do qualificativo adicionado ao substantivo pobre? "Bem-aventurados os pobres de espírito".

Quem são os pobres de espírito? Jesus estava rodeado de pobres de várias cidades. Se a mensagem fosse somente: “bem-aventurados os pobres”. Ele seria aceito e todos os seguiram. Jesus teria conquistado mais ouvintes do que qualquer pregador moderno com suas propostas absurdas de prosperidade.

Como entende o que sugere Jesus sobre “Pobreza de espirito”? Eu e você somos pobres de espírito, ou seja, Eu e você somos carentes espiritualmente? Ah “sim” somos! Então Bem aventura são os carentes espiritualmente, porque eu lhe trago: Boas novas!

No Antigo Testamento não consta o conceito “Pobre de espírito”. Essa ideia é nova! Esse novo conceito de Cristo revela o homem indigno que somos nós.

Mesmo aqueles que se julgam ser “tal”: Minha posição social, Minha herança racial, Minha situação econômica e ou Meu caráter religioso.

Nada disse tem valor, quando se avalia a “Natureza humana”. Essa condição de pobreza espiritual trouxe uma aversão dos hebreus para com Jesus. Eles não gostaram das palavras de Jesus. Eles talvez quisessem que Jesus os elogiasse; Talvez falasse bem de seus atos religiosos, Por serem descendentes de Abraão.

E Jesus não fez nada disso, Jesus os coloca numa condição de indignos: “Pobres de Espírito”. Mas eles não quiseram reconhecer isso Eles não concordam com Jesus. Eles se colocam numa posição acima daquilo que Jesus falava sobre eles.

Mas aqueles que reconhecem essa pobreza espiritual, ele completa e diz: “Porque deles é o reino dos céus". 

2ª Citação de Jesus: Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados. Mateus 5.4

O sermão prossegue: "Bem-aventurados OS QUE CHORAM". A bem-aventurança depende da emoção humana? O choro como consequência direta de uma emoção humana concede o favor de ser consolado?

Obviamente que Não! Muitas pessoas choram, Pelas mais diversas situações. Porque perderam um ente querido. Porque foram roubados. Porque estão com dor. Porque estão desanimados. Porque estão confusos. Porque estão sensíveis ou Porque foram injustiçados. Não é sobre esse tipo de choro

A ideia apresentada neste versículo “Os que choram”, complementa o versículo anterior. O choro aqui denota a condição de impotência frente a questões levantada por Jesus. Após reconhecer a minha condição de miserabilidade espiritual, a reação é chorar, é me lamentar. Esse tipo de tristeza é a que Jesus se refere.

A única ação de um miserável espiritual deve ser choro. E esses que choram devido a sua condição espiritual diz Jesus: Serão consolados! Para que o abatido seja consolado, é preciso que habite com alguém que lhe arranque da miséria:

Isaías 57.15 “Porque assim diz o Alto e o Sublime, que habita na eternidade, e cujo nome é Santo: Num alto e santo lugar habito”.

Salmos 51.17 “Como também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos, e para vivificar o coração dos contritos”.

Quem haveria de consolar os que choram? Os que choram serão consolados por Aquele que tem o reino dos céus. É Ele que enxugará todas as lágrimas!

Veja essa profecia do profeta Isaias falando acerta de Jesus:

Isaías 61.1-2 "O espírito do Senhor DEUS está sobre mim; porque o SENHOR me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos; A apregoar o ano aceitável do SENHOR e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes".

3ª Citação de Jesus: Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra. Mt 5.5

A mensagem de Jesus possivelmente formou um impasse na mente dos ouvintes: Para os hebreus a pessoa mais mansa sem duvidas foi Moisés

Números 12:3 “Era o varão Moisés mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra”.

Moisés sendo o homem mais manso da terra não conseguiu entrar na terra prometida por causa de um deslize. Se Moisés, considerado um dos homens mais manso da terra, não conseguiu herdar a terra.

Qual a intenção de Jesus ao declarar que os mansos são felizes por herdar a terra? Sendo que Moisés não conseguiu? Quem são esses mansos? Qual é a terra que há se herdar?

Note a fala do salmista

Sl 37.11 "Mas os mansos herdarão a terra, e se deleitarão na abundancia de paz"

Como alcançar tamanha mansidão para herdar essa terra prometida? Veja o que Jesus falou em Mateus 11.29

"Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas".

Observe como são felizes aqueles que se encontra com aquele que verdadeiramente é MANSO. Aqueles que se encontra com esse que é MANSO encontram descanso para alma. Assim, quando Jesus falou 'bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra'. Não foi com o intuito de exortar os ouvintes a que tivessem uma personalidade semelhante ou superior a de Moisés.

A mansidão que Jesus faz referência não é comportamental, antes é a mansidão vinculada ao coração que o homem salvo recebe na ocasião da conversão.

A terra prometida no Antigo Testamento estava atrelada ao reino de Cristo. Aquele que encontra descanso para a sua alma em Cristo receberá como herança novos céus e nova terra

4ª Citação de Jesus: Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos. Mateus 5.6

Percebe-se que Jesus não estava se referindo à justiça que é administrada nos tribunais dos homens! A abordagem de Jesus em momento algum teve objetivos político. Jesus não estava preocupado com os problemas atrelados as injustiças sociais. Jesus não estava promovendo mais uma obra de caridade.

Jesus não estava promovendo: Teologia da libertação e nem a Prática da fraternidade. Não! O sermão do monte trata de questões espirituais.

Você já observou o conceito dos fariseus e dos escribas frente a multidão? Para o povo os fariseus e os escribas eram o que a sociedade tinha de melhor.

Porém, a análise de Cristo é diferente: "Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas interiormente estais cheios de hipocrisia e de iniquidade". Mt 23:28

Os religiosos pareciam justos, mas a natureza deles era incompatível com a divina, pois estavam cheios de iniquidades. Jesus não se ocupou em estabelecer um novo padrão de conduta para os seus ouvintes. Se alguém procura a felicidade deste mundo, basta seguir o que disse o apóstolo Pedro, ao citar o Salmo 34:12-14. Basta ter uma vida correta diante da sociedade que o homem terá uma vida tranquila e sossegada em muitos aspectos. (Não arrume com o vizinho, com a polícia, com seu patrão ou com o prefeito) aí você vai ter uma vida tranquila e sossegada.

O que Jesus oferece através das bem-aventuranças vai além das perspectivas humanas e não se refere a este mundo. A missão de Jesus é resgatar os pobres de espírito, sem qualquer referência aos valores humanos, personalidade, caráter e moral.

Os valores de hoje são totalmente diferentes dos valores de cem anos atrás. O caráter e a moral sofreram transformações e se adequou a sociedade moderna. Se a salvação estivesse apoiada nestas questões circunstanciais, qual seria o padrão correto de conduta nestes séculos de história da igreja?

Jesus não apoiou a sua doutrina no homem ou em seus méritos. A doutrina de Jesus não faz acepção de pessoas, de condição social, de épocas ou de cultura.

Essa quarta bem-aventurança anunciada por Jesus encera uma série de verdade que demonstram “Uma mudança de vida”. Diante da condição de miséria espiritual, Diante de um lamento pela condição espiritual. Diante da obra que Cristo realiza em nós

Bem aventura diz Jesus: Os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos.

Onde encontrar fartura de justiça? Note com muita atenção o que Deus falou pela boca do profeta Isaias:

Is 55:1-3 “Ó VÓS, todos os que tendes sede, vinde às águas, e os que não tendes dinheiro, vinde, comprai, e comei; sim, vinde, comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite. Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão? E o produto do vosso trabalho naquilo que não pode satisfazer? Ouvi-me atentamente, e comei o que é bom, e a vossa alma se deleite com a gordura. Inclinai os vossos ouvidos, e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá; porque convosco farei uma aliança perpétua, dando-vos as firmes beneficências de Davi”.

O paradoxo perdura: Diante de uma multidão faminta e sedenta Jesus declara que aqueles que têm fome e sede são felizes. As necessidades básicas dos ouvintes de Jesus eram evidentes. Porém, Jesus não se ateve a problemática social. O fato de não ser tolerante às injustiças sociais não aproxima o homem de Deus. Promover projetos de cunho social não é o caminho que conduz aos céus. Em um mundo em crise social, econômica, política, familiar.

As pessoas desejam mudanças urgentes e clamam por justiça, Mas esta fome e sede de justiça não é a que traz a verdadeira felicidade. A mensagem do evangelho não coaduna com a teologia da libertação. Se o homem tem sede e fome de justiça, ela será saciada a partir do momento que se obter da vida que há em Deus. Só após tornar participante da natureza divina o homem estará abastado de justiça.

O que satisfaz a necessidade dos homens é o fruto do trabalho daquele que disse:
João 6:27  Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna, a qual o Filho do Homem vos dará; porque Deus, o Pai, o confirmou com o seu selo.

O evangelho social não estava em voga no discurso do Messias. Através do evangelho de Cristo o homem descobre a justiça de Deus. Ao alimentar-se das verdades no evangelho. Só em Cristo é possível obter a justiça que vem de Deus. Após ser justificado por meio de Cristo o homem obtém o direito de entrar no reino dos céus.

Adaptado Pr. Mário