sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Igreja uma nação de sacerdotes


Leitura: 1Pedro 2.9 “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”

ÁudioIgreja uma nação de sacerdotes


No Antigo Testamento Deus escolhe entre muitas nações, a nação de Israel como uma “Nação de sacerdotes”.

Êxodo 19:6 “Vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel”.

Perceberemos que a expressão proposta nesse texto de Êxodo 19:6 é a mesma expressão de 1 Pedro 2.9.

“Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus”

Estabelecendo, assim, uma relação intima entre o sacerdócio de Israel e o sacerdócio dos crentes da Igreja.


Isso não significa que a igreja é continuidade de Israel, são dois programas diferentes, e também não significa que a igreja é um novo levíticos, pelo contrário, a igreja é uma nova instituição com algumas semelhanças, por essa razão vamos analisar a semelha da expressão "Sacerdócio real".

Quais são as características de uma nação sacerdotal?

1ª Característica de uma nação sacerdotal: Chamado especial de Deus

O “Sacerdote” não podia se fazer “Sacerdote” por escolha própria, Eles teriam quer ser “Chamados por Deus” para esse ofício. Nesse sentido todo sacerdote tem que ter um chamado vindo da parte de Deus.

No Antigo testamento, Deus separou a família de Arão para esse sacerdócio.

   Êxodo 29.44-45 “E consagrarei a tenda da congregação e o altar; também santificarei Arão e seus filhos, para que me oficiem como sacerdotes. E habitarei no meio dos filhos de Israel e serei o seu Deus”.

Note que foi Deus quem escolheu Arão e seus filhos para servirem como família sacerdotal, não foi Arão que escolheu a si mesmo e sua família para esse ofício.

Deus falou a Moisés que ele havia escolhido a “A família de Arão” para ser a família sacerdotal. Quando Moisés compartilhou com o povo a vontade de Deus, isso começou a ter um problema;

Arão era irmão de Moisés, e quando Moisés falou ao povo sobre Arão e seus filhos serem a “Família sacerdotal”,

O povo começou a falar e questionar a legitimidade dessa escolha: Talvez pensassem: É esse grupo aí é um grupinho familiar, é grupo de panelinhas, Moisés colocou o irmão dele para ser sacerdote.

E começou a ter uma murmuração no meio do povo, Mas, não foi Moisés que colocou o seu irmão como “Sacerdote” foi Deus.

Então Deus fez o seguinte: “Cada chefe de tribo” tinha um cajado que era símbolo de autoridade.

Deus disse para Moisés: Você pegará todos os cajados de cada chefe das 12 tribos e devem ser colocados dentro da tenda da Congregação, esses cajados passarão a noite e amanhã você coloca o povo em frente da tenda; E você vai lá dentro e começa tirar esses cajados, a “Cajado que florescer e der fruto”. É a indicação que eu “EU escolhi” para ser a família sacerdotal.

Naquele dia quando Moisés retirou todos os cajados, somente o cajado de Arão havia florescido e dado fruto, aquilo gerou grande temor no coração do povo;

Eles tinham que entender que foi Deus quem “chamou” a família de Arão e seus filhos para ser a “família sacerdotal”.

Podemos perceber e aprender que um sacerdote não se faz “sacerdote” é Deus que o coloca nessa posição;

2ª Característica de uma nação sacerdotal: Ocupada em Servir a Deus

Nessa posição de “Sacerdote” qual era principal atividade da família de Arão?

Ex 28.1 “Faze também vir para junto de ti Arão, teu irmão, e seus filhos com ele, dentre os filhos de Israel, para me oficiarem como sacerdotes, a saber, Arão e seus filhos Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar”.

De acordo com esse versículo os sacerdotes se ocupavam em “Servir” a Deus, o ministério deles era em primeiro lugar pra Deus.

A igreja no Novo Testamento assume essa posição de um “SERVO” que outrora que de exclusividade de Israel;

1Pedro 2.9 “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus...”.

Todos aqueles que pela fé receberam Jesus como “Salvador”, Ele nos constituiu “Sacerdotes” para Deus


Apocalipse 1.6 “e nos constituiu reino, sacerdotes para o seu Deus e Pai, a ele a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém!”.

Jesus reafirmou essa verdade no livro de Apocalipse 5.9-10.

Apocalipse 5.9-10 “E entoavam novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes; e reinarão sobre a terra”.

Apesar de que esse versículo tem um cumprimento profético para o futuro, podemos perceber o que temos afirmado com base no Antigo Testamento e agora no Novo testamento que um sacerdote não se constituía sacerdote, ele não se faz sacerdote; É Deus quem o coloca nessa posição. Um sacerdote é chamado para “servir”.

3ª Característica de uma nação sacerdotal: Responsabilidade diante desse privilégio

Quando falamos sobre “responsabilidade” queremos enfatizar as “Obrigações de responder pelos nossos atos

“Quanto maior a posição, maior a luz, maior a responsabilidade”

A responsabilidade é gradativa, assim quanto mais Deus tem trabalhado sua palavra em nós, quanto mais temos experimentado comunhão com Deus; Maior é a responsabilidade que nós temos.

Isso pode ser comparado com a vida natural, por exemplo, aqueles que são casados e têm filhos, dependendo da idade do filho isso reflete na responsabilidade que se exige dele, uma criança de 03 anos é possível permitir que na hora da refeição faça alguma trapalhada na mesa, mas um filho de 12 e 13 anos o pai já não vai permitir.

Dependendo da maturidade, assim como na vida natural exige-se mais responsabilidade. Na vida cristã também é assim, na medida em que você cresce a responsabilidade também cresce.

Essa lição de que temos que aprender é que “Quanto maior a posição, maior a luz, maior a responsabilidade”.

Havia uma diferença, muita grande entre o Sacerdote pecar e uma pessoa comum pecar. A responsabilidade do sacerdote era muito maior. Você sabia que quando um judeu comum pecava se comprometia o altar de bronze? Porém quando um príncipe ou um governar pecava (por ele representar de mais pessoas) era comprometido não somente o altar, mas o lugar santo. A bíblia nos ensina que quando um sacerdote pecava, todo o tabernáculo era comprometido...

O que era comprometida quando um sacerdote cometesse pecado? Quanto maior a posição, maior a luz, maior é a responsabilidade que será cobrada.

Levíticos 4.3-10

Se comprometia a vida de um inocente um novilho era imolado perante o Senhor...
O sangue era aspergido sobre o véu do “Lugar Santíssimo” sete vezes...
3º No lugar “Santo” era colocado sangue sobre os chifres do altar de incenso...
No pátio o resto do sangue era derramado sobre as bases do altar de bronze...
Toda a gordura, rins e o fígado do animal, deveriam ser queimados sobre o altar.
Todo o resto do animal que tinha incorporado o pecado deveria ser fora do arraial.

Com todo esse ritual, Deus estava imprimindo na mente dos judeus, o “Horror do pecado”.

Quanto maior a posição, maior a luz, maior a “Responsabilidade”. A bíblia nos ensina que quando um sacerdote pecava, todo o tabernáculo era comprometido. A responsabilidade de um sacerdote era muito grande.

Hoje, a Igreja é uma “Nação de sacerdotes”. Somos todos igualmente responsáveis perante Deus, para oferecermos sacrifícios espirituais a Deus. Deus chamou a igreja para ser uma nação sacerdotal e isso traz benefícios, mas também traz responsabilidades;

Na época antes da “Reforma protestante” conhecida como “idade média”, desenvolveu uma idéia que fazia distinção de direitos entre os cristãos;

Isso se dava entre o clero e os leigos. (Aqueles que julgavam saber sobre religião e aqueles que eram tidos como ignorantes). Essa postura da igreja católica resultou em uma hierarquia, onde o povo dependia desses “sacerdotes” o “clero” para receber os benefícios da vida espiritual. De acordo com esse ponto de vista “Católico” o crente comum, não tinha “Acesso a Deus e nem as Escrituras”, a não ser por um “Mediador humano, conhecido como Papa”. Foi então que depois de uma série de eventos que se culminou no dia. 31 de outubro 1517, um ex-padre Martin Lutero defendeu o sacerdócio de todos os crentes, não somente do clero em uma publicação chamada “A Liberdade do Cristão”. Ele defendeu que qualquer cristão seja ignorante ou estudado, seja clero ou leigo, ambos tem acesso a Deus defendido pelas Escrituras, e ambos poderiam compreender as palavras das Escrituras; ou seja, a interpretação da Bíblia não era uma exclusividade somente do “papa” mas de todos os crentes. Interessante que as implicações maléficas introduzidas pela igreja católica se perduram até nos dias atuais. Para um católico eles acreditam que somente o papa tem autoridade para “Interpretar a Bíblia” para eles o homem comum não tem acesso direto a Deus, a não ser por um padre.

O Novo Testamento não menciona a existência de um “Ofício Sacerdotal” na Igreja, ou seja, não um oficial na igreja chamado “Sacerdote”.

O Novo testamento enfatiza a “posição” de todo crente como sacerdote perante Deus, não o “ofício”. O que estamos destacando não é o “Ofício Sacerdotal”, os oficiais que temos na igreja são dois “pastores e diáconos”, o que estamos destacando é a “posição” de todo e qualquer crente diante de Deus, como uma “nação sacerdotal”. 

Cambaleando para a morte


Leitura: Provérbios 24.11 “livra os que estão sendo levados para a morte e salva os que cambaleiam indo para serem mortos...”

Áudio

Um dos assuntos mais discutido na ciência, cultura e a religião é a morte. Na ciência a morte é o processo da cessação completa e definitiva das funções vitais. Na cultura a morte é representada pôr uma figura mitológica, do lado ocidental a morte é representada como uma figura esquelética vestida de uma manta negra com capuz e portando uma foice esse tipo de “ceifador” que é a imagem representada nas cartas de tarô, na mitologia grega, temos vários deuses, dois deles se refere a morte, Tânatos e Hades.

A bíblia também trata do assunto da morte, Jesus ao falar sobre morte, ele descreve com detalhes na história do Rico e o Lázaro, e por meio desta lição vamos aprende as “três realidades da morte”.

1ª Realidade da morte está relacionada ao tempo a morte é inesperada

Lucas 16.19-22 “Ora, havia certo homem rico que se vestia de púrpura e de linho finíssimo e que, todos os dias, se regalava esplendidamente. havia também certo mendigo, chamado Lázaro, coberto de chagas, que jazia à porta daquele; e desejava alimentar-se das migalhas que caíam da mesa do rico; e até os cães vinham lamber-lhe as úlceras. aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos para o seio de Abraão; morreu também o rico e foi sepultado”.

A morte foi inesperada para Lázaro, um morador de rua, sem histórico familiar, sem amigos, doente, pedia esmola, comia o que tinha, morreu inesperadamente.

A morte também foi inesperada para o homem rico que vivia bem, comia bem, homem de recursos, teve muitas oportunidades na vida, morreu inesperadamente.

A palavra “Inesperado” significa “Aquilo que não é esperado, algo repentino”.

Fazendo um conexão com a morte é algo que ninguém pode prever. Quantos de nós tivemos amigos, parentes que perdemos inesperadamente.

A bíblia diz o seguinte sobre a fragilidade humana

Salmo 90.9 “Acabam-se os nossos anos como um breve pensamento”.

Salmo 103.15 “Quanto ao homem, os seus dias são como a relva; como a flor do campo, assim ele floresce; pois, soprando nela o vento, desaparece; e não conhecerá daí em diante, o seu lugar”.

Tiago 4.14 “vós não sabeis o que sucederá amanhã. que é a vossa vida? sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa”.

Quantos de nós podemos ter garantias que vamos viver após esse momento? Quantos de nós devido ao nosso dinheiro podemos garantir que viveremos o tempo que queremos, para esse ou aquele, não há garantias! A morte vem com vem um ladrão, em avisos, sem que ninguém possa esperá-lo.

2ª Realidade da morte está relacionada ao lugar a morte é um lugar consciente

Lucas 16.23-25 “no inferno, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio. então, clamando, disse: pai Abraão, tem misericórdia de mim! e manda a Lázaro que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. disse, porém, Abraão: filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro igualmente, os males; agora, porém, aqui, ele está consolado; tu, em tormentos.”

Jesus traz algumas informações interessantes sobre esse lugar da morte

Sabemos que o rico depois que morreu foi levado para um lugar chamado Hades “mundo dos mortos”, também conhecido como inferno, pois esse lugar é descrito como “Lugar de tormentos”. Também sabemos que lazaro morreu e foi levado para um lugar chamado “seio de Abraão”, pelo registro bíblico que tanto o rico em tormentos no inferno e Lázaro junto com Abraão no paraíso, mantiveram vivas a consciência

A consciência após a morte será preservada!

Consciência significa “lucidez” ou “percepção do que se passa”. Em conexão com a morte significa que mesmo após a morte a pessoa terá lucidez, percepção do que se passa ao ser redor.

Quantos de nós já ouvimos a expressão “Está dormindo”. A prova que a consciência foi preservada está na descrição detalhada do diálogo entre o rico e Abraão;

Tanto o rico como Lázaro, dispunha de características que indicava com clareza uma real percepção, mesmo que depois da morte.

Ambos podiam ver (capacidade de enxergar)
Ambos podiam reconhecer (capacidade de identificar)
Ambos podiam conversar (habilidade de comunicar-se)
Ambos podiam sentir dor (perceber pelos sentidos)
Ambos podiam se recordar de eventos do passado; (trazer a memória)

Jesus deixa bem claro que depois da morte no “No inferno” ou no “Paraíso” em ambos os casos a consciência é preservada.         

Jesus deixa bem claro que a morte, não é o “cessar”, mas o um começo eterno consciente.

3ª Realidade da morte está relacionada ao estado a morte é um estado de eterna condenação

Lucas 16.26-31 “E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá, passar para cá. e disse ele: rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai, pois tenho cinco irmãos, para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento. disse-lhe Abraão: eles têm Moisés e os profetas; ouçam-nos. e disse ele: não, Abraão, meu pai; mas, se algum dos mortos fosse ter com eles, arrepender-se-iam. porém Abraão lhe disse: se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos ressuscite.

Em relação à condenação de inferno Jesus é enfático em dizer que o aspecto do inferno é de prisão e aquele homem faz dois pedidos:

1º Pedido foi de alívio: “me refresque a língua”.

Abraão responde a seu pedido, desse modo: “Está posto um grande abismo entre nós e vós”. Há uma eterna separação entre eles, essa separação é tão profunda que fez um “rico” a clamar desesperadamente por misericórdia, e não uma vez, mas duas vezes.

2º Pedido foi de desencargo de consciência “Para que lhes dê testemunho

Este homem estava experimentando um momento tão amargo que ele fez outro pedido a Abraão:

Aquele homem estava nessa prisão eterna e não desejava que seus irmãos fossem para aquele lugar, o seu pedido parece louvável, mas não foi atendido!

Abraão respondeu com convicção “eles têm os pregadores” (Moisés e os profetas), como dizendo assim, como você a oportunidade de ouvir a mensagem, seus irmãos também terão.

Conclusão

A morte em relação ao tempo é inesperada
A morte em relação ao lugar é um lugar consciente
A morte em relação ao estado é um estado de condenação eterna

O que Deus pensa sobre tudo isso?

Ezequiel 18:32 “porque não tenho prazer na morte de ninguém, diz o senhor deus. portanto, convertei-vos e vivei.”

Qual é o desejo de Deus para o homem:

2 Pedro 3:9 “não retarda o senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento.”

Como Deus pode nos livrar desta morte eterna?

João 5.24 “Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida”.
João 10.10 “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Livre, completamente Livre!


Leitura: Colossenses 3.13 “Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós”.


José ainda jovem friamente foi vendido como escravo a mercadores devido a um estupido ciúmes dos irmãos para com o pai, isso lhe trouxe sérias consequências.

Depois de quase trinta anos, José teve a oportunidade de rever esses irmãos, pois eles foram ao Egito comprar cereais, pois havia fome na terra. José tinha duas alternativas: Prende-los e faze-los escravos movidos pela vingança, ou perdoa-los e deixá-los livres da ofensa motivado pela compaixão, José optou pela segunda alternativa, ele perdoou seus irmãos de toda dor que eles lhe causaram.

Essa atitude de José deveria ser exemplo para todos nós, porém as pessoas guardam mágoas, rancores devido a conflitos, rixas, brigas do passado.

Ouvi uma história que ilustra para nós esse tipo de rancor:

“Uma senhora foi buscar aconselhamento com seu pastor, e quando eles começaram, ela esta disposta a divorciar-se do marido, e ela começou a tirar da bolsa, vários cadernos e nesses cadernos, estavam registrados todas as ofensas, rancores, discórdia entre eles ao longo de uma vida”.

Você consegue imaginar o casamento desta mulher? Você consegue reproduzir na sua mente como deveria ser o relacionamento dos dois. Você consegue compreender o tamanho da mágoa desta mulher? Ela tinha cadernos antigos e amarelados...

“Ela disse: Pastor antes do senhor tomar algum partido, antes de qualquer coisa, olhe para esses cadernos! O pastor, muito habilidoso nesta área de aconselhamento, disse Esses cadernos que você tem mostrado para mim na realidade, não mostra apenas as ofensas e rancores que ele te causou, esses cadernos tem sido um veneno que a senhora tem tomados todos os dias e tem morrido lentamente”.

O que é o Perdão? Senão o cancelamento de uma divida. Algumas vezes a bíblia usa a palavra perdão no sentido de “Cancelamento de um débito financeiro”. Assim perdoar é não levar mais em conta, não considerar.

Para entendermos o significado desta palavra dentro do conceito bíblico de perdão, precisamos entender que o pecador é um devedor espiritual.

Jesus usou esta linguagem figurativa de “Dívida” quando ensinou aos discípulos como orar:

Mateus 6:12 “Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores”

Perdoar é queimar a promissória de dívida do devedor. O perdão, então, é um ato no qual o ofendido livra o ofensor do pecado, liberta-o da culpa pelo pecado.

É exatamente assim que Deus faz conosco: Ele liberta a pessoa da dívida, isto é, cessa de imputar a culpa desse pecado à pessoa perdoada.

Romanos 4.7-8 “Bem-aventurados aqueles cujas iniqüidades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos; bem-aventurado o homem a quem o Senhor jamais imputará pecado.”

O perdão divino é um processo completo, onde sua fonte é Deus.

Efésios 1.7 “No qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça”.

  • Perdão está baseado em Cristo, não nos méritos de quem quer seja!
  • Perdão deve estar disponível antes do pedido do ofensor;
  • Perdão é decisão com base em misericórdia;
  • Perdão concede liberdade ao ofensor para a reconciliação;
  • Perdão nasce no entendimento do que Cristo fez por nós. 


Perdoar ao próximo não é uma opção, quando não perdoamos os nossos ofensores, desenvolvemos: mágoa, ressentimento, ódio, ira, ciúmes e espírito crítico. Esses sentimentos negativos em alto grau começam a gerar doenças: depressão, úlceras, pânico, problemas nos ossos, câncer, e outras.

Deus nos deu a capacidade de perdoar a todos os que nos ofenderam, somente você que foi ofendido pode remover a culpa do seu ofensor, e tomar a injustiça sobre você mesmo, quer ele lhe peça perdão ou não.

Liberando perdão, você entrega nas mãos de Deus, Ficando livre totalmente: Da ofensa, da dor, do ofensor e principalmente de pensamentos vingativos.

Quando você não libera alguém da divida da ofensa você se torna vítima da mesma angústia que inflige o coração do devedor

Perdoar não é esquecer, Deus não exige de nós uma amnésia. Se fosse isso então Deus não perdoaria ninguém, ele sabe tudo, ele sabe o passado, Deus sabe o futuro, Deus não esquece, ele não deleta da sua mente, Deus não sofre uma amnésia.

Quando a Bíblia fala que Deus esquece as nossas iniquidades, tem outro sentido. Não é o sentido que ele apaga da mente, significa que ele não joga mais no rosto da pessoa verdadeiramente perdoada.

Perdoar significa, literalmente “Deixar a pessoa ir livremente”.

Ou seja, eu liberto você, eu não vou mais me torturar e torturar você. Eu não vou cobrar isso de você mais, não vou exigir satisfação por isso. Eu liberto você e você não precisa mais se preocupar com essa divida.

Pr. Mário Botão

Não é o Diabo o Ladrão eram os Fariseus!


Leitura: João 10.10 “O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir...”.


Quem é o ladrão senão esse “Espírito Farisaico da Religiosidade” que permeia nossos dias com suas práticas e conceitos ante Deus.

Desde os tempos mais remotos o homem sem Deus tem feito ídolos para alimentar os mais infames desejos e cultivar suas paixões carnais.

Lembremo-nos de Caim que foi maligno e assassino, na sua celebração foi egoísta, sua religiosidade o cegará para as coisas de Deus, foi absolutamente rejeitado pelo Senhor.

Onde há esse Espírito Farisaico da Religiosidade há morte e destruição!

Jesus em seu tempo, expos os fariseus, condenou suas práticas, censurou suas intenções, reprovando-os duramente.

Havia muita controversa entre Jesus e os Fariseus, se houvesse alguma virtude nessa prática, Jesus teria reconhecido, afinal de contas ele inúmeras vezes expressou conhecer a verdadeira intenção do coração do homem.

Até Paulo, que era fariseus, estudado, experimentado e conhecedor, abriu mão completamente dessa escola para seguir a Jesus. Se houvesse algum elemento proveitoso o apóstolo Paulo teria levado para o seu ministério, e para sua vida, mas pelo contrário em seu testemunho pessoal, ele considerou “Refugo”, isto é excremento de animais.

Lemos palavras fortes constantemente faladas por Jesus aos Fariseus, como: Hipócritas. Cegos, Víboras e muitos outros adjetivos que qualificam a pessoa e as obras dos fariseus como sendo negativo e prejudicial.

Nesse texto de João 10, temos a mais clara definição daquilo que esse “Espírito farisaico” fazia com o coração humano desde o tempo de Jesus.

João 10.10 “O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir”.

Como que Jesus chegou a essa conclusão? Quais foram os motivos para Jesus atribuir esse crime aos fariseus? Porque Jesus fez essa leitura dos Religiosos de sua época? Estamos vivenciando esse espírito em nosso dias?

Para entendemos o motivo e porque Jesus fez essa leitura dos fariseus, podemos começar com o registro da Cura de um cego de nascença;

João 9.10-11 “Perguntaram-lhe, pois: Como te foram abertos os olhos? Respondeu ele: O homem chamado Jesus fez lodo, untou-me os olhos e disse-me: Vai ao tanque de Siloé e lava-te. Então, fui, lavei-me e estou vendo”.
        
Curar um cego de nascença era um milagre fora da natureza comum dos milagres, ninguém, nunca curou um cego de nascença, foi à primeira vez, Jesus fez tal ato, para evidenciar ser ele o “Messias prometido”.

Existia uma tradição antiga que dizia que o pecado de um cego era uma maldição divina, assim sendo curar um cego, não apenas revela um milagre fora do comum, bem como reverter uma maldição divina, somente Deus pode fazer tal ato.

Esse homem que foi curado plenamente por Jesus e logo após foi salvo por ele, foi duramente humilhado e ridicularizado pelos fariseus.

João 9.13 “Levaram, pois, aos fariseus o que dantes fora cego”

Note as reações negativas e difamadoras dos fariseus diante de tal misericordioso e cheio de compaixão de Jesus, perceba a distância de propósito e pureza de coração.

João 9.16 “Por isso, alguns dos fariseus diziam: Esse homem não é de Deus, porque não guarda o sábado. Diziam outros: Como pode um homem pecador fazer tamanhos sinais? E houve dissensão entre eles”.

Havia uma distância muito grande entre Jesus e os fariseus, é impossível e um tanto improvável que alguém que verdadeiramente conheça a Jesus sustento um “Espírito farisaico de Religiosidade”         .

Aquele rapaz foi expulso da sinagoga depois de ser interrogado, questionado pelos “Fariseus”, até que Jesus foi ao encontro deste que foi expulso pela “Religião vigente da época”.

João 9.34-35 “Mas eles retrucaram: Tu és nascido todo em pecado e nos ensinas a nós? E o expulsaram. Ouvindo Jesus que o tinham expulsado, encontrando-o, lhe perguntou: Crês tu no Filho do Homem?”

Jesus acolhe, enquanto os fariseus expulsa, Jesus cura enquanto os fariseus ameaçam, Jesus salvo da condenação do inferno, enquanto os fariseus condenam.

Louvado seja Deus, aquele jovem rapaz que foi curado de um terrível mal, também encontrou a salvação de sua alma.

João 9.36-38 “Ele respondeu e disse: Quem é, Senhor, para que eu nele creia? E Jesus lhe disse: Já o tens visto, e é o que fala contigo. Então, afirmou ele: Creio, Senhor; e o adorou.”

Logo após esse maravilhoso milagre, houve uma discussão entre Jesus e os fariseus, pois Jesus, disse que os fariseus eram “Cegos” por não reconhecer que Ele era.

E a partir desse momento, Jesus introduz uma linguagem metafórica para descrever a diferença entre Jesus e os Fariseus.

João 10.1 “Em verdade, em verdade vos digo: o que não entra pela porta no aprisco das ovelhas, mas sobe por outra parte, esse é ladrão e salteador.”

E esse discurso de Jesus, vai pontuar claramente uma distância entre o propósito de sua vinda e o propósito pelo qual essa escola de religião estava produzindo.
Os fariseus foram incapazes de compreender essa primeira analogia, note:

João 10.6 “Jesus lhes propôs esta parábola, mas eles não compreenderam o sentido daquilo que lhes falava.”

Jesus insiste em sua parábola, e traz a mas contundente declaração que faz dos fariseus tão demonizado quanto o próprio diabo que é o opositor de Deus

João 10.7-8 “Jesus, pois, lhes afirmou de novo: Em verdade, em verdade vos digo: eu sou a porta das ovelhas. Todos quantos vieram antes de mim são ladrões e salteadores; mas as ovelhas não lhes deram ouvido”.

Esse contexto do jovem que foi curado deu a Jesus a subsídios para ilustrar essa realidade explicitamente observada por aqueles que se opõem a Deus, devemos cuidar para nós não sermos essa “Pedra de Tropeço”.

Quando Jesus explica a diferença entre o propósito que norteia os fariseus em comparação com o seu propósito, podemos aprender uma grande lição.

João 10.10 “O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”.

Será que os fariseus entenderam essas afirmações de Jesus, qual foi a reação deles?

João 10.19 “Por causa dessas palavras, rompeu nova dissensão entre os judeus. Muitos deles diziam: Ele tem demônio e enlouqueceu; por que o ouvis?       “.

Esse registro nos ensina algumas preciosas lições sobre o perigo da religiosidade.

1º. O que é religião se não a tentativa do homem em buscar a Deus, mas nessa procura ele pode se encontrar longe de Deus.

2º. O Dr. Stanley Jones explica a razão de haver tantas religiões e um único evangelho “Religião é o homem buscando Deus, e o Evangelho é Deus buscando o homem”.

3º O Dr. Richard Dawkins tem razão que a Religiosidade cega às pessoas, porque apenas Jesus pode fazê-los enxergar.

4º Não devemos trocar a verdade de Jesus em mentira da Religião.

Pr. Mário Botão

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Uma Sogra Aborrecida


Leitura: Gênesis 27.46 “Disse Rebeca a Isaque: Aborrecida estou da minha vida, por causa das filhas de Hete; se Jacó tomar esposa dentre as filhas de Hete, tais como estas, as filhas desta terra, de que me servirá a vida?”.


O problema com a esposa do filho não foi uma exclusividade de Rebeca, mas é uma realidade cruel de muitos lares.

Apesar das muitas piadas e gracejos com relação ás “sogras e noras”, a realidade se mostra não tão cómica como se parece, pelo contrário muitos lares há uma convivência conturbada entre sogras e noras.

É difícil pontuar que é que está com a razão, pois os conflitos são os mais diversos, às vezes é a sogra que assumi uma postura hostil com relação à nora de “Meu filho foi roubado de mim”, ou a nora “Eu não me casei com um filhinho da mamãe”.

É importante frisarmos que não são todos os casos familiares que há conflitos entre “Sogras e Noras”, pelo contrário tanto no histórico do registro humano, como nos registros bíblicos há exemplos de convívio pacífico e respeitoso entre essas mulheres.

O exemplo mais brilhante entre de um convício pacifico e harmonioso é Noemi e Rute, onde elas travam muitas dificuldades juntas, e o vínculo se aperfeiçoa na medida em que mutuamente uma cuida da outra de uma forma amorosa e devota.

É encorajador ver mulheres que se espelham em bons exemplos como esse de Noemi e Rute e com certeza há muitas Noemi e Rute espalhando por esse mundo.

Mas, esse registro de Gênesis 26 descreve o final de um ciclo de desgostos entre Rebeca e suas duas noras.

Gênesis 26.34-35 “Tendo Esaú quarenta anos de idade, tomou por esposa a Judite, filha de Beeri, heteu, e a Basemate, filha de Elom, heteu. Ambas se tornaram amargura de espírito para Isaque e para Rebeca”.

Poderíamos pensar que fosse uma implicância de Rebeca com as esposas de Esaú, uma particularidade de mãe, sendo preconceituosa com suas noras...

Mas, segundo o registro de Gênesis o próprio Isaque tinha essa dificuldade em lidar com essas mulheres, o texto diz que “Ambas se tornaram amargura de espírito para Isaque e Rebeca

Essa “Amargura de Espírito” possivelmente está associada à descendência dessas mulheres, pois ambas vieram de uma linha dos cananeus.

Esaú insistiu nessa postura de tomar mulheres entre os cananeus, algum tempo depois, ele continuou nessa busca por mulheres pagãs.

A leitura que o autor de Hebreus faz de Esaú é que ele era “Profano e Impuro”.

Hebreus 12.16 “Nem haja algum impuro ou profano, como foi Esaú”.

Podemos chegar à conclusão que não foi sem razão esse descontentamento dos pais com relação às decisões do filho.

Hoje em dia, existem muitos pais que travam lutas acirradas com seus filhos devido ao fato de que eles entram em relacionamentos mistos.

O desgosto está vinculado não à pessoa em si, mas ao histórico de vida e escrúpulos dessas pessoas, principalmente pelo fato de que Deus disse exaustivamente para o seu povo, para que eles não entrem em núpcias com pagãos.

Êxodo 34.11-16 “Guarda o que eu te ordeno hoje: eis que lançarei fora da sua presença os amorreus, os cananeus, os heteus, os ferezeus, os heveus e os jebuseus. Abstém-te de fazer aliança com os moradores da terra para onde vais, para que te não sejam por cilada. Mas derribareis os seus altares, quebrareis as suas colunas e cortareis os seus postes-ídolos (porque não adorarás outro deus; pois o nome do SENHOR é Zeloso; sim, Deus zeloso é ele); para que não faças aliança com os moradores da terra; não suceda que, em se prostituindo eles com os deuses e lhes sacrificando, alguém te convide, e comas dos seus sacrifícios e tomes mulheres das suas filhas para os teus filhos, e suas filhas, prostituindo-se com seus deuses, façam que também os teus filhos se prostituam com seus deuses”.

Todos os filhos de Israel que entram em “jugo desigual” tomaram para si maldição e muito sofrimento.

Foi o caso de Salomão, que suas inúmeras e profanas núpcias o desviaram do caminho do Senhor.

1 Reis 11:3-4 “Tinha setecentas mulheres, princesas e trezentas concubinas; e suas mulheres lhe perverteram o coração.  Sendo já velho, suas mulheres lhe perverteram o coração para seguir outros deuses; e o seu coração não era de todo fiel para com o SENHOR, seu Deus, como fora o de Davi, seu pai.”        

Rebeca estava tão desgostosa com a vida que desesperadamente pede a seu esposo Isaque que seja conselheiro para seu outro filho Jacó no que diz respeito à escolha de uma esposa.

Gênesis 27.47 e 28.1 “Disse Rebeca a Isaque: Aborrecida estou da minha vida, por causa das filhas de Hete; se Jacó tomar esposa dentre as filhas de Hete, tais como estas, as filhas desta terra, de que me servirá a vida? Isaque chamou a Jacó e, dando-lhe a sua bênção, lhe ordenou, dizendo: Não tomarás esposa dentre as filhas de Canaã”.

No Novo testamento, também há uma advertência, aos cristãos no que diz respeito a relacionamento misto, e essa advertência surge na tentativa de guardar o povo de Deus de uma união proibida.

2 Coríntios 6:14  Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?

O desfecho dessa história de Rebeca e suas noras são silenciados pelo registro bíblico, o que sabemos é que Esaú constituiu uma grande descendência e foi habitar em terras distantes, longe de seu irmão Jacó.

Mas, o conflito e amargura ficam salientados nessa relação entre Sogra e Noras.

Será que é possível haver plena concordância entre os pais e as decisões dos filhos?

Existe uma um mandamento e promessa bíblica para os filhos que honrem seus pais

Êxodo 20.12 “Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá”.

Esse é o primeiro mandamento com promessa “Prolonguem os teus dias na terra”.

O que está envolvido com honrar pai e mãe? Honrar significa valorizar ou considerar altamente, ter em grande estima. As Escrituras revelam-nos que a obediência do filho deverá originar-se da alta estima que ele tenha por seus pais. Também é verdade que nem sempre os pais agem de tal modo a serem exemplos para seus filhos, mas os filhos deverão estimar seus pais.

Podemos aprender algumas lições desse conflito entre Rebecas e suas noras

1º. As decisões dos filhos afetam consideravelmente a vida dos pais
2º. Os pais devem insistir em influenciar seus filhos para o Senhor
3º. Vale a pena dar ouvidos aos ensinamentos bíblicos dos pais, porque há promessas de ter uma vida prolongada na terra.
4º. Não vale a pena desobedecer a Deus e o pai, em nome de um suposto amor, que não traz honra nem a Deus e nem aos pais.

Pr. Mário Botão